28/07/2010 – 10:07
Foto: Anita Tetslaff
Por mais óbvio que possa parecer o título, como a análise dos próprios candidatos ao Senado, publicada ontem pelo Correio do Estado, dando conta que “a pesquisa eleitoral reflete o momento”, a disputa para se chegar ao tão cobiçado salão azul do Congresso Nacional pode ser das mais acirradas dos últimos tempos. E imaginar que até aqui se tinha como líquida e certa a reeleição do petista Delcídio do Amaral, com a segunda vaga destinada a um candidato de André Puccinelli, Murilo ou Moka/Moka ou Murilo, como o próprio governador faz questão de se referir aos seus preferidos. A manchete da página política do jornal de Antonio João, hoje, mostra que 40% dos votos para o Senado estão indefinidos, o que pode virar a eleição de cabeça para baixo.
A coisa começou a desandar para os lados do senador de origem corumbaense mas, mais barriga verde que o mais arraigado dos catarinas da Ilha de Florianópolis diante de uma recaída maquiavélica de João Leite Schmidt ao escolher Gilda dos Santos, mulher de Zeca do PT, candidata a primeira suplente de seu pupilo Dagoberto Nogueira Filho. Era tudo que Zeca, agora comendo poeira do uninho vermelho desbotado de Puccinelli, precisava para se vingar de Delcídio, acusado do mesmo corpo mole de que fora vítima quatro anos atrás, quando saiu para o “sacrifício” contra o italiano, não obtendo a ajuda que imaginava do mui amigo, então governador.
A pesquisa desta semana, mostrando a vertiginosa queda de Delcídio não foi surpresa para ninguém. Não só pela elementar lei da física que determina o tamanho do tombo pelo da altura como, também, pela entrada, “pra valer” de Murilo Zauith (foto) no páreo. Não por coincidência Delcídio sacou o franzino presidente petista Marquinhos Garcia para colocar na segunda suplência a sargentona douradense Zonir Tetila. Para piorar sua situação o endinheirado Pedro Chaves parece que ainda não está tão certo como candidato a primeiro suplemente.
Ainda bem que, diante de tamanha contradição de seu CE, informando num dia que a oposição a André Puccinelli elege “hoje” dois senadores, para, dois dias depois informar que o quadro está indefinido, Antonio João Hugo Rodrigues poderá ter como álibi, daqui a dois meses, da frase com a qual justificou sua presença no lançamento da candidatura de Zauith em Dourados: “amigo é coisa pra se guardar”. Ele, que é suplente cuê de Delcídio, se referia a Murilo, evidentemente.
