09/08/2010 – 10:08
Foto: divulgação/arquivo
Tendo como gancho a esdrúxula situação política vivida por Nelsinho Trad e André Puccinelli diante do quadro político nacional, com o prefeito apoiando a candidata petista Dilma Rousseff e o governador ficando com o tucano José Serra, o ainda convalescente Ruy Pimentel, em seu programa “Tribuna Livre”, na FM capital, que lembra muito “A Bronca”, de Jorge Antonio Salomão, na Clube, de Dourados, fez hoje uma retrospectiva de algumas dessas situações, tudo em nome da tal governabilidade. Citou como exemplo o desprendimento e o pragmatismo de Leonel Brizola subindo a rampa do Palácio do Planalto de pires na mão, descendo de lá com a grana de Fernando Collor de Melo para construir a “Linha Amarela”, no Rio de Janeiro, isso depois de o governador carioca ter se referido ao collorido Presidente da República, na eleição presidencial de 1989, como “filhote da ditadura”.
Para Ruy Pimentel tudo não passa de estratégia política de André Puccinelli e seu ilustre afilhado político. “Um é carona do outro” disse o radialista, dando a entender que no caso de uma vitória de Dilma, André sobe a rampa do Planalto com o prefeito, para fazer as pazes com sua fada madrinha; ganhando Serra, quem vai à Brasília de carona no Bandeirantes de Puccinelli é Nelsinho. Interessante é que em nenhum momento Ruy, com sua língua sempre afiada, aventou a possibilidade de acontecer o inverso, ou seja, de Zeca do PT ter de bater à porta de Serra, como fez, aliás, o petista, ao assumir o governo, lá atrás, indo ter com Fernando Henrique Cardoso.
No caso de André Puccinelli nem será preciso muita pressa em se apoiar no braço de Nelsinho Trad, uma vez que Lula da Silva acaba de avalizar, para deixar como herança, uns bons caraminguás, coisa aí de trezentos milhões de dólares, que serão emprestados junto ao BIRD, para ele tocar seu programa de construção, pavimentação e conservação de estradas.
Melhor para André, claro, que ganhe José Serra, depois do compromisso do ex-governador paulista de incluir em suas prioridades, no Mato Grosso do Sul, a duplicação, isto mesmo, duplicação, da BR-163 em toda sua extensão.
Neste caso, quando vier ao estado para aquelas costumeiras pescarias com o amigo Zeca, no pós governo, Lula terá que tirar o chapéu para Puccinelli, pela escolha que o italiano faz agora, depois de “abandonado” no altar pela fada madrinha.
