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quinta-feira, julho 2, 2026

Produção, o que ganha eleição!

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21/08/2010 – 09:08

 

Meus amigos César Lutti e Marlucy Nantes são os maiores exemplos de militância política que conheço. Tucanos destes de quatro costados e ativos tuiteiros, condição que lhes possibilita defender com unhas e dentes a – a esta altura famigerada – candidatura José Serra. Por coincidência, ambos trabalham no campus da UEMS e, como tal, estarão, na próxima terça-feira, cara a cara com um visitante ilustre, o cara que é hoje a grande causa da derrocada do tucano – Lula da Silva.

Mas por que Serra desce cada vez mais rápido a ribanceira rumo ao abismo? Será porque, ao invés de tirar proveito desde logo da garupa de Lula, como tenta agora, tardiamente, em seus programas de rádio e TV, insiste nas criticas àquela que nela subiu primeiro, a fada-madrinha de André Puccinelli, firmemente encaixada na sela da cavalgadura lulista? Não. Claro que não. Há tempos que o Brasil sabe que Dilma é Lula e que Lula é Dilma e que não tem pra ninguém. A questão é como isso veio a público, no rádio e na TV de uma semana pra cá.

Ontem César Lutti batia boca comigo no MSN, dizendo que Dilma mente desavergonhadamente na TV, enquanto Marlucy seguia, quase que solitariamente, tentando defender Serra em 140 caracteres. E pelo jeito, daqui pra frente, mesmo que o twitter duplique ou triplique o número de caracteres, vai ser difícil fazer a defesa daquele que deixou o comando do Estado mais rico da Nação para se aventurar rumo à rampa famosa erguida por JK no meio do cerrado brasileiro.

O PT, desde o “Lula-lá” que marcou a primeira campanha de Lula, sempre foi muito competente na TV. Independentemente de sua competência no ou como governo, na comunicação é quase imbatível. E por um simples razão: o PT faz muito bem o que muitos políticos ainda relutam ou até desconhecem. Um investimento primordial em campanha eleitoral de rádio e TV. Um investimento chamado produção.

Mas que diabo é esse negócio de produção de que tanto fala o blogueiro? Simples. É o que transformou, da noite pro dia, a fada-madrinha de André Puccinelli na futura presidente do Brasil. É uma estrada que leva ao futuro, abrindo e encerrando um programa, com uma boa trilha sonora que prepara psicologicamente o telespectador para o que vai assistir; é uma mulher tida como durona no comando da Casa Civil da Presidência da República brincando com um cachorro à beira de um lago ou a mesma mulher, acusada de torrorismo, falando em linguagem popular, e da forma mais transparente possível, o que é aguentar três anos de xilindró.

E tudo isso, sem aquele manjado discurso político, com simplicidade, sensibilidade e muito bom gosto, dá votos uma barbaridade!

Ah, o DataFolha de hoje dá Dilma na frente de Serra com 17 pontos. É fatura liquidada no primeiro turno. Coincidência?

 

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