22/08/2010 – 16:08
Antes que algum gaiato (desses que só lêem os títulos e saem por aí esparramando boatos na “rádio pião”) se emocione e comece a gastar por conta é bom que se atente ao verbo utilizado no título para prever a futura representação da terra de seu Marcelino na Assembleia Legislativa. Veja bem: escrevo que Dourados poderá ter – e não eleger – até seis deputados estaduais. Além de ser ainda muito cedo para este tipo de análise, há que se levar em conta alguns fatores, decisivos, como, por exemplo, a famigerada mala preta que nos últimos dias acaba derrubando muita gente boa do cavalo. Eleição tranquila, mesmo, só pra quem tem potencial para chegar perto do quociente partidário, coisa aí de 55 mil votos, pela previsão do TRE, já que entre os ponteiros, a maioria, jurássicos com cadeira cativa no Palácio Guaicurus, é uma briga de foice no escuro.
Pelas contas de meu amigo Lauredi Sandin, do IPEMS, Dourados reelegeria hoje, tranquilamente, o deputado democrata Zé Teixeira, o quarto mais votado de sua lista, e nada mais. O resto, ficaria por conta do sobe e desce das pesquisas, dos cálculos do quociente partidário, de um empurrãozinho de André Puccinelli ou titio Zeca do PT e, claro, do fervor de suas orações.
Como meu professor de geografia Laerte Tetila, à esquerda, como sempre, é desses que vão à missa todos os domingos, bem possível que seja o segundo abençoado e que tenha de volta a cadeira que abandonou dez anos atrás para ser prefeito de Dourados. Mas vai ter que rezar muito, de joelhos, em cima de grãos de milho, pois à sua frente na coligação que deve fazer apenas quatro ele é, hoje, só o sétimo colocado. Nunca se esquecendo o óbvio ululante nesta questão de pesquisa, que é a leitura de um momento da eleição.
Na coligação que deve eleger a maior bancada, a “Amor, Trabalho e Fé” III, de André Puccinelli, onde estão os tais jurássicos, como Londres Machado, Ary Rigo e Onevam de Matos, sem contar Jerson Domingos, além de “seu Zé” Teixeira, vamos encontrar os democratas Marcelo Barros e Sidlei Alves, respectivamente, em décimo sétimo e décimo oitavo lugares. Isto, na lista de Lauredi. Como sou um douradense empedernido e torço por uma melhor representatividade, até para que o Valdecir não fique desamparado, tiro alguns dos que o dono do Ipems considera eleitos para enfiar essas duas jovens promessas da política douradense, na certeza de que eles têm potencial para chegar entre os 14 que, aqui, André deve emplacar. Para isso tiro da lista gente que já está lá, como Jr. Mochi e Dione Hashioka, e desconsidero aquela história de que filho de peixe peixinho é para excluir o novato Luiz Otsubo, filho de Akira Otsubo, que tenta uma cadeira de federal. Pela minha matemática, é bom explicar, já coloco Carlos Marun, de novo, como secretário de alguma coisa do segundo governo Puccinelli, já que o gaúcho está, também, entre esses 14, com a cadeira dele sobrando para Marcelo ou Sidlei. Entre os novatos desse time aí não dá pra tirar, evidentemente, o marido da futura vice-governadora, Eduardo Rocha, já o nono colocado.
E de onde sairiam mais dois deputados douradenses? Aposto todas as minhas fichas que um deles sai da listinha da “Força do Povo” II, da turma de Zeca, mas cujo nome transcende as questões partidárias. George Takimoto. Ele está um tiquinho mais erado do que parece na foto, ao lado, mas tem forças de sobra para deixar pra trás o pedetista Felipe Orro, de Aquidauana, falando mais alto seu colégio eleitoral e sua tradição como médico humanitário, deputado, vice-prefeito e vice-governador. Entre Takimoto e Orro têm, ainda, dois desconhecidos, Ângelo Guerreiro e Gerson Claro, mas, claro que não devem ser páreo para o japa que faz política à moda antiga, controlando os leitores num caderninho onde anota seus endereços com a mesma caneta com a qual prescreve receitas a milhares de pacientes que o tem como um deus na Grande Dourados.
O sexto, pelas minhas contas, não é tããão douradense assim, mas construiu toda sua história na cidade, como sindicalista, professor e, mais tarde, como presidente de uma das entidades mais presentes no dia-a-dia da população – a Cassems. Lauro Sérgio de David ,”assim” com Murilo Zauith, é, hoje, o terceiro da listinha da coligação “Amor, Trabalho e Fé” V, atrás do pontaporanense Álvaro Soares e de Odair Bortoloti (?). Mas tem cacife de sobra para liderar este grupo. Quanto a virar deputado, ele e os demais, vai depender, da tal distribuição das sobras de cadeiras, uma conta que normalmente costuma fazer muita gente baixar ao hospital na calada da noite de três para quatro de outubro.
