29/08/2010 – 09:08
Dilma, em Campo Grande, entre o tutor, Lula, e Zeca do PT: algo mais entre o ponto eletrônico e a linha de cintura.
O excesso de generosidade de meu amigo Ricaro Ojeda durante recente Congresso de Jornalistas em Três Lagoas, chamando-me de “o Diogo Mainardi do Mato Grosso do Sul”, obrigou-me a prestar mais atenção nos textos do controvertido colunista e blogueiro da revista Veja, já que nunca o tive entre os meus preferidos. Realmente, nada a ver, começando pelo estilo de vida sofisticado levado Mainardi, escrevendo sempre sob a inspiração do infinito do mar e da aragem de Copacabana (bem diferente do mormaço aqui da beira do Laranja Doce), passando pela conta bancária, sem contar que ele escreve mal “pra carai”.
Semana passada, entretanto, fui obrigado a – modestamente – concordar com Ojeda, depois de ler o artigo “Sai o Silva e entra o Boécio”, onde Mainardi levanta uma hipótese por mim colocada no twitter, com o textítulo “a síndrome de Tancredo Neves”. Ele lá, eu cá, escrevíamos sobre possibilidade de Michel Temer assumir o lugar de Dilma Rousseff, já que, a esta altura do campeonato a fada-madrinha está com a mão na taça. Ou na faixa, presidencial. Se dúvidas pairam no ar quando o assunto é Dilma Rousseff – e os burburinhos estão por aí – são quanto ao seu estado de saúde.
Diogo Mainardi, um anti-petista empedernido, escreveu (Veja de 25 de agosto) que o único consolo dele é a hipótese meramente especulativa de que o candidato a vice-presidente na chapa governista, Michel Temer, herde nos próximos anos o cargo de Dilma Rousseff. O escrevinhador aqui do Jaguapiru, nos 140 caracteres que me são permitidos no microblog twitter que o Brasil, depois do trauma da morte de Tancredo Neves, na véspera da posse, com a posse do vice José Sarney, vive agora a “síndrome de Tancredo”, pela possibilidade, evidentemente não desejada por ninguém, muito menos por mim e por Mainardi, de uma recidiva do câncer linfático da preposta de Lula da Silva.
Mainardi, que antes de escrever o artigo havia se mandado para a Europa, como faz, aliás, rotineiramente, disse, no mesmo texto, que os petistas já o consideravam um fugitivo do Brasil, com medo de ser preso. Aventei esta possibilidade, também, ontem, ainda sob os efeitos de uma massagem relaxante com uma paraguainha mui buena. Enquanto Anita pechinchava no camelódromo da Avenida Internacional aproveitei para, com a desculpa de conferir o ajuste da lataria do novo Uno nas ruas internas, ainda de paralelepípedos, de Pedro Juan Caballero, bisbilhotar o mercado imobiliário do lado de lá.
Se os petistas já subiram nas tamancas com a estrondosa repercussão da foto aqui publicada, com a futura presidente do Brasil usando ponto eletrônico, imagine agora, o repeteco, com mais detalhes. Observem bem o que tem debaixo da blusa vermelha de Dilma Rousseff. Seria a bateria do ponto eletrônico? Uma simples fivela de cinto ou excesso de banha? Algum tipo de sonda ou coisa semelhante da parafernalha médica colocada em pessoas convalescentes? Uma bomba? Seria Dilma uma mulher bomba? Uiaiaiai! como diz o jornalista Élvio Lopez.
