27/10/2010 – 10:10
Não tive o desprazer de assistir a última sessão da Câmara Municipal, pois estava viajando, mas vejo hoje na coluna “De Olho”, do Diário MS, que mais uma vez sobrou para o blog. É sempre assim, suas excelências, os nobres edis, na falta do quê fazer ou de alguém para homenagear com uma moção de congratulações, buscam sempre um bode expiatório, até para justificar os polpudos jetons. Desta vez parece que foi o suplente Idenor Machado, ultimamente buscando um jeito de se efetivar na Casa, obcecado que está para assumir a cadeira de Délia Razuk, lá no CAM, que criticou “os blogueiros”, como se existisse mais de um, que, segundo o jornal de Sandro Barbara, “repercutem inverdades”.
O problema de Idenor Machado é que ele é daqueles que sempre nivelam as coisas por baixo, misturando alhos com bugalhos. Só porque nos encontramos casualmente num restaurante em Campo Grande, durante a campanha eleitoral, e ele fez questão de pagar a bóia, se vê no direito de aqui não ser criticado. Infelizmente não tive oportunidade de cruzar com ele para devolver a grana do almoço. Como ainda não estava de regime, deve ser coisa aí de R$ 20,00, mas prometo fazê-lo o mais rápido possível. Se for o caso, que algum assessor passe aqui na batcaverna para apanhar ou que me mande a conta de sua excelência, para o devido reembolso.
Pelo que fui informado por figura de proa da República do Panambi o professor Idenor se aborreceu com o blog quando de sua nomeação pelo juiz Eduardo Rocha para a Secretaria de Educação. Provável que tenha lhe servido a carapuça quando escrevi que o meritíssimo interventor municipal havia colocado algumas raposas para cuidar do galinheiro lá na prefeitura.
Imagina se iria acusar Idenor Machado, sujeito probo, reto, de alguma coisa. Até onde sei, embora na hierarquia política dos pintadinhos do Panambi ocupe o número dois, continua honrando a categoria do magistério, fazendo um malabarismo danado para sobreviver com os parcos caraminguás de sua aposentadoria de professor, mesmo depois de tantas oportunidades que teve de locupletar na tão cobiçada secretaria de Educação do município, que comandou durante várias gestões.
Quanto às “inverdades” do blog, algumas estarão até o final do ano num livro, razão pela qual, os caros internautas devem ter percebido, as coisas por aqui estão devagar, quase parando. Inverdades como a rapinagem promovida pelo Valdecir no período em que ficou na prefeitura e outras inerentes ao maior escândalo político-policial da terra de seu Marcelino.
Este segundo livro, uma coletânea de textos do blog, não tem título definido ainda, mas pela seleção de textos que fiz até agora deverá ser alguma coisa do tipo “o blog que derrubou o prefeito”. Ou o Valdecir!, evidentemente. Aliás, aceito sugestões de título dos internautas. Lembrando que este livro vem apenas para colocar os pingos nos is da maior história de corrupção da terra de seu Marcelino. Aquele que seria meu segundo livro – livro de verdade, não estas brochuras que têm saído por aí – que já estava quase pronto e cujo pano de fundo são as promíscuas relações da imprensa com o poder, em todos os níveis, preferi adiar o lançamento para setembro de 2012, já que terei que reabrir alguns capítulos, pelo menos no que diz respeito a um jornal e a uma emissora de rádio, por razões óbvias, também em função dos últimos acontecimentos. Mas vou fazer isso com calma e os retoques finais vou dar em companhia de minha filha, Ana Carolina, e sempre na presença de Anita, num encontro já marcado para o próximo verão europeu, em Viena, na Áustria. Vocês não perdem por esperar.
