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“…devolva o Douradão…!”

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25/11/2010 – 15:11

Waldemar Gonçalves – Russo

Não é de hoje que venho acompanhando o desenrolar do problema relacionado ao estado de penúria e de abandono do Fredis Saldivar, o “Douradão”, para mim, o maior estádio do mundo, pois nunca encheu e ao mesmo tempo, lamentando como sempre, a extinção dos dois -ou seriam três- clubes de futebol profissional de Dourados – Ubiratan Esporte Clube, único tri-campeão do interior; Operário Douradense e CAD (Clube Atlético Douradense).

Independente da falência destas três agremiações que de uma forma direta -ou indireta- fizeram história no futebol profissional de Mato Grosso do Sul e pela árdua luta da direção, hoje, do Clube Desportivo 7 de Setembro, única equipe douradense que luta para se manter no campeonato promovido pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), que por mais absurdo que possa parecer, aconteceu, que foi a de levar seus mandos de jogos deste ano para Itaporã e Rio Brilhante, entendo que a solução para a manutenção do “Douradão” deve partir da coragem de nossos representantes políticos, e fazer com que eles, possam entender que o poder público da cidade não tem suporte para mantê-lo dentro das regras que o exigente Estatuto do Torcedor vem cobrando em todas as praças esportivas do país, igual ao nosso estádio.

Dando como exemplo, o Pedro Pedrossian, o “Morenão”, que é o mais antigo e maior estádio de Mato Grosso do Sul, é mantido pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que cede no mínimo 15 servidores para a sua manutenção mensal, enquanto o “Douradão” possui apenas o abnegado Arlindo Escobar e um auxiliar para ajudá-lo a cuidar deste gigante adormecido. Muito pouco.

Lembrando que o Pedro Pedrossian, ou “Morenão”, como sempre foi chamado desde a sua inauguração em 1.971 com um jogo entre o Flamengo do Rio de Janeiro e Corinthians, com o placar de 3 a 1 para os cariocas, é um estádio de futebol localizado na zona sul da cidade de Campo Grande, dentro do campus da UFMS;

Além de ser a maior praça esportiva para a pratica de futebol de campo de Mato Grosso do Sul, o “Morenão” em que pese ter ainda uma moderna arquitetura, sempre mereceu por parte do poder público e da FFMS que tem sua sede na capital, uma maior atenção.

Quanto ao “Douradão” com seus problemas, entendo que o erro foi o munícipio assumir a sua administração, e hoje está ai do jeito que o capeta gosta, sujo, abandonado, com partes dos refletores queimados, banheiros destruidos, portas e janelas além de vidros destruidos, enfim, totalmente defenestrado simplesmente porque esta jóia rara digamos assim não mereceu as devidas atenções que precisa desde o último governo de Braz Melo, passando por oito anos de Laerte Tetila e por último, da desastrada administração de Ari Artuzi.

Baseando neste ponto de vista e com a cidade arrebentada em todos os sentidos devido as mazelas de Ari Artuzi e sua gangue, entendo que este momento é oportuno, para que a atual administração municipal sob o comando de Délia Razuk, que mesma interina está sendo uma arrojada prefeita, para que ela estude e analise com carinho juntamente com sua equipe administrativa, o retorno do comando do  “Douradão” para o Governo do Estado, daí sim, poderemos saber se o governador André Puccinelli gosta mesmo ou nao de nossa cidade, pois do jeito que o estádio está não dá mais para ficar, ou seja, se esfacelando pelo tempo, por simplesmente não ter uma manutenção que faz por merecer, bem como as adequações que o novo e moderno Estatuto do Torcedor obriga o responsavel por ele, no caso, o munícipio a fazer.

Levando em consideração que em 90 a revista esportiva Placar, uma das mais conceituadas do país através de uma pesquisa elegeu o Fredis Saldivar como um dos dez mais modernos estádios do país e seu gramado entre os cinco melhores para a prática do futebol.

Vendo hoje o futuro do Douradão entendo que das duas uma: Ou o munícipio faz grandes parcerias para reestruturar e adequar o estádio de acordo com as exigencias do Estatuto do Torcedor para colocá-lo em condições de uso, ou devolva-o ao Estado, e caso essa última opção acontecer, poderemos sim, ai saber se o André Puccinelli gosta mesmo de nossa gente como costuma propagar, embora saibamos que os problemas de Dourados não é só este “elefante branco” que está aí aos poucos se desfinhando por falta de manutenção, mais sim enes problemas como na saúde pública, educação, segurança, enfim, problemas que infelizmente o Poder Público municipal tem e terá sim de recorrer ao governador e aos deputados estaduais e federais, e claro, aos três senadores da República para saná-los e colocar em definitivo a nossa cidade nos trilhos do desenvolvimento em todos os segmentos, inclusive no esporte, em especial, no futebol seja ele amador ou profissional, pois afinal de contas, do jeito que está, não dá mais…!

Se o poder público municipal nos dias atuais não possui verba se quer para fazer uma ampla reforma no ginásio Ulisses Guimarães que infinitamente é menor do que o elefante branco do Douradão, quem dirá ele investir neste estádio que outrora, em jogos como Ubiratan e Corinthians pela Copa do Brasil; Fluminense e Internacional de Porto Alegre na inauguração das torres de iluminação; seleção brasileira de máster de Luciano do Valle da então TV Bandeirantes contra um combinado local e do time do cantor Daniel, assim como do show de Padre Zezinho, foi merecedor de rasgados elogios por parte deles e que hoje lamentavelmente só vem tendo excessivas criticas simplesmente por seu estado de abandono, daí entender que esta criança chamada Fredi Saldivar deve sim voltar aos braços do poderoso governo de Mato Grosso do Sul até que o munícipio possa assumir esta paternidade de vez, mais com seriedade e respeito a esta obra, pois ali está aplicado e jogado por enquanto, muito e muito dinheiro do contribruinte, do hoje pobre torcedor douradense. Depois desta, parei e fui, mais volto…! Fui…!

*** Waldemar Gonçalves, o Russo, é jornalista e membro do SINJORGRAN (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados).              

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