11/12/2010 – 13:12
Normalmente os acordes de jingle bell (a popularíssima canção natalina) são substituídos na cachola dos brasileiros pelo rufar dos tambores das escolas de samba, prenunciando o carnaval. Para os douradenses, em 2011, será diferente. Quando começar o rebolado da mulata globoza na telinha da Venus Platinada, além de irem se familiarizando com as caras e os bumbuns dos integrantes do BBB-11, na mesma Globo, os eleitores da terra de seu Marcelino terão de mudar de canal para ver os jingles e clipes que rolam no horário eleitoral na TV do bispo RR Soares – a tal da RIT (Rede Internacional [?] de Televisão). E, de novo, a velha polêmica: será que alguém se dará a este trabalho de zapear em busca de programa eleitoral?
Se numa eleição municipal convencional, quando a geradora da Rede Globo com sede em Ponta Porã corta o sinal para “obrigar” os douradenses a assistirem seus candidatos na TV do bispo a audiência dos programas eleitorais já beira ao traço (zero por cento) imagine nestas circunstâncias. São apenas 15 dias de programas eleitorais, de 20 de janeiro a 03 de fevereiro. Ou seja, uma campanha mais curta que coice de porco.
E tudo isso “culpa” de quem? De Zé Elias Moreira, não me canso de repetir, que quando deputado Constituinte tentou substituir a programação Bandeirantes pela da Globo em sua então TV Caiuás, o que provocou a abertura de um canal “global” em Ponta Porã para o genro do todo poderoso Ueze Zahran, Gandhi Jamil, também Constituinte, o que inviabilizou mais uma repetidora da rede dos Marinho em Dourados.
Pena que a justiça eleitoral, nesta situação, seja tão engessada, já que tecnicamente está provado que no caso excepcional de Dourados a TV Morena poderia muito bem atender aos candidatos locais. Principalmente agora, numa situação mais excepcional ainda.
Querem um exemplo? Quem é do ramo sabe que o “filé” da propaganda eleitoral são as inserções – aqueles programetes, ao longo da programação, nos intervalos dos programas – de 15, 30 ou 60 segundos, a critério dos partidos ou coligações. Ou seja, é só espremer um pouco os comerciais que dá tranquilamente para os candidatos de Dourados colocarem suas carinhas ali também, principalmente agora que não há eleição em Ponta Porã.
Além do mais, depois do boom comercial de dezembro, janeiro normalmente é época de vacas magras, quando aumentam os chamados calhaus nos intervalos comerciais. Este ano, aliás, parece que a entressafra publicitária da TV Morena começou já em dezembro, pois até agora continua no ar, em horário nobre, como o Jornal Nacional, a propaganda do censo (que já acabou faz tempo), com a atriz Thais. Como se vê, é só uma questão de bom senso. Da Justiça e da própria TV.
