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André joga água na fervura do PMDB

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14/12/2010 – 08:12

Foto: Douranews/PMD 

André, com cara de poucos amigos, Geraldo, emburrado e Murilo, todo faceiro.

Parece que a eleição fora de época para a prefeitura de Dourados vai ter como concorrentes apenas a prefeita interina Délia Razuk, com apoio incondicional do “brimo” Jerson Domingos, presidente da Assembleia Legislativa e o vice-governador cuê Murilo Zauith, encabeçando uma ampla coligação, com PT, inclusive, e a torcida de André Puccinelli, para que o eleitorado douradense, desta vez, tenha juízo. Todo o esparramo do deputado Geraldo Resende, pelo que se apurou junto a peemedebistas que acompanharam os vários tête-à-tête com o governador não teria passado de estratégia para saldar dívidas de sua campanha de reeleição para a Câmara Federal.

Quanto às tais pesquisas quantitativas e qualitativas para escolher o candidato do PMDB, tudo para ganhar tempo e tentar acalmar Geraldo Resende, pois, se candidato, ou melhor candidata, houver, no partido do dr. Ulysses, será Délia Godoy Razuk. E pelo jeito, com chapa pura, pelo amplo leque de alianças que o adversário, Murilo Zauith, tem à disposição.

Ontem, em sua passagem por Dourados para inaugurar a nova ala do Fórum, o governador voltou a insistir na necessidade de um amplo acordo, sugerindo, entre as possibilidades “Geraldo de vice de Murilo”, mas deixando a decisão para o PMDB local. O que André não quer, evidentemente, é encheção de saco depois que a vaca for pro brejo, logo ele, que reclamou durante a cerimônia de diplomação ter saído da eleição mais difícil de sua vida, pelo tanto que baixaram o nível da campanha e que, na mesma cerimônia, reafirmou sua disposição de pendurar as chuteiras ao final do mandato que se inicia em janeiro.

Mesmo bicudo, durante a inauguração da nova ala do Fórum, Geraldo Resende já sinalizava na direção de uma composição. Não se sabe com quem, mas provavelmente com quem se dispuser a fazer o que o governador garantiu aos jornalistas que não vai fazer: liberar grana.

Além de não dar dinheiro, a continuar o brigueiro entre aliados, André também não deverá comandar longas caminhadas pela Marcelino Pires, como fez das vezes anteriores. Não é à toa que a vice-governadora entrante Simone Tebet já foi avisada que férias, em 2011, só depois de fevereiro. Quem entra em férias logo após a posse, é ele, André Puccinelli. E, com certeza, não será para entrar na campanha de prefeito de Dourados, mas para curtir a “netaiada” nas paradisíacas praias do litoral catarinense.  

A eleição que vai escolher o substituto do Valdecir, em Dourados, será no dia 6 de fevereiro.

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