19/12/2010 – 21:12
Foto: Assecom
A prefeita interina, Délia Razuk, reinaugurando a galeria de fotos dos prefeitos, como parte dos festejos dos 75 anos de Dourados.
No princípio criou Geisel (general Ernesto, presidente da República) o Mato Grosso do Sul, tendo como capital Campo Grande. O estado estava por se fazer, mas o espírito de Pedro Pedrossian já pairava por sobre ele desde os tempos do velho e uno Mato Grosso. Pedrossian gerou Weimar Torres, que se não fosse a fatalidade (morreu de acidente aéreo quando deputado federal) certamente teria sido prefeito de Dourados. Gerou,aí, Totó Câmara, o prefeito que, pode-se dizer, encerrou o ciclo dos sucessores de João Vicente Ferreira sob a égide de Cuiabá, pois seu sucessor foi eleito já às vésperas da divisão do Estado.
Já de olho no Mato Grosso do Sul, Pedrossian gerou José Elias Moreira, o prefeito que assistiu a transição e que, efetivamente, ousou projetar Dourados. Zé Elias gerou Luiz Antonio Álvares Gonçalves, que fez gorar a profecia de Zé do Norte, para quem o grupo político do filho de seu Quinzito e seu companheiro de biritas governaria por pelo menos 20 anos, encerrando os primeiros doze anos da nova safra de prefeitos douradenses no Mato Grosso do Sul (Zé Elias, com mandato de quatro anos prorrogado para seis e seu pupilo Luiz Antonio eleito para igual período).
Perpassando a história dos dois Mato-Grossos, Totó Câmara, deputado federal, gerou Braz Melo, cuja primeira tentativa de sucedê-lo na cadeira de prefeito e no trono da política aconteceria em 1982, mas, trombando nas urnas com o próprio criador, teve que esperar os seis longos anos do governo Luiz Antonio. Eleito, e com mandato bem avaliado, achando-se emancipado, Braz tenta gerar Antonio Nogueira. E, assim, gerou Humberto Teixeira, que daria a ele uma sobrevida. De volta à prefeitura, Braz gerou Laerte Tetila.
No governo Humberto Teixeira já se prenunciava alguma coisa como um dilúvio, mas foi com a Torre de Babel em que se transformou o governo (de oito anos) Tetila, com as várias correntes do PT, que veio a grande tempestade. Tetila, pois, gerou Ari Artuzi, o Valdecir, cujo governo foi levado de roldão pelo furacão (Uragano) provocado pelas fortes ondas vindas do Oriente, quando já se previa um ponto final (Owari) nesta curta genealogia dos prefeitos que fizeram a história da terra de seu Marcelino nesses 33 anos de Mato Grosso do Sul.
Neste 20 de dezembro, quando Dourados completa 75 anos, que sua gente pense no grande presente que a cidade está a merecer. Simplesmente, um bom prefeito. Alguém com os sonhos de Weimar Torres, com a estatura política, ética e moral de Totó Câmara, com a visão empreendedora e a competência de Zé Elias Moreira, com a diplomacia, o zelo e a serenidade de Luiz Antonio, com o dinamismo de Braz Melo, com os bons propósitos de Humberto Teixeira, enfim, alguém que se proponha a fazer uma política verdadeiramente social como fez Tetila, lembrando Vivaldi de Oliveira, este ícone da política douradense. Sim, porque depois do furacão Valdecir, além da saudade de Vivaldi, só mesmo a soma dos predicados de todos os seus antecessores para que não se cumpra a profecia, ai, não do Zé do Norte, mas de João, com o Apocalipse, já!
