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quinta-feira, julho 2, 2026

Enfim, Dourados terá um governo de maioria

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29/12/2010 – 10:12

Tivesse Dourados eleições em dois turnos e jamais uma excrescência como o Valdecir teria sido prefeito, por mais difícil que seja o gênio do eleitorado da terra de seu Marcelino, com puxões de orelhas memoráveis em suas lideranças políticas. Agora, com a fatura quase liquidada no PT em favor da candidatura consensual do democrata Murilo Zauith (foto) para a eleição fora de época do próximo dia 6 de fevereiro, pode-se dizer que finalmente a – ainda – segunda maior cidade do estado terá um governo de maioria, colocando-se um ponto final à tão questionada legitimidade do “fenômeno” Artuzi e calando de vez aqueles que, aqui mesmo, neste blog, insistem em questionar valores democráticos.

Tendo-se como referência a eleição passada, e como será uma chapa DEM-PT, somando-se os 39.614 (37,16%) votos de Murilo Zauith com os 21.821 (20,47%) de Wilson Biasotto tem-se uma confortável maioria de votos válidos de 61.435 (57,53%), indo-se para as cucuias os 45.182 (42%) votos do Valdecir, não se computando os mais de 20 mil votos da abstenção, sempre aí na casa dos 15%, mais os 1.848 votos brancos e os 4.480 votos nulos. Pelo óbvio da coisa, mesmo que se computasse os nulos para o Valdecir, ainda assim ele não atingiria, grosso modo, os 50% mais um que seria a maioria absoluta para ele poder bater no peito e dizer que era o prefeito da maioria. Sem contar, evidentemente, o tanto de gente que mudou de opinião em relação ao Valdecir depois das operações Owari e Uragano, da Polícia Federal.

Faço estas continhas diante da dubiedade do comentário de Bruno Tozzim, no último post, para quem “quando alguém ousa afirmar que o brasileiro não esta preparado para viver a democracia, muitos levantam-se raivosamente e atiram pedras”. Pareceu-me uma defesa do Valdecir. Como o internauta leu que “a justiça é sempre complacente com os eleitores”, quando escrevi que esta complacência é com os eleitos, pode ser que eu é que tenha trocado as bolas e que ele estivesse também concordando com o meu raciocínio quanto a assertiva da mea-culpa dos partidos ao transformar a eleição de Murilo Zauith (e agora da petista Dinaci Ranzi como vice) num referendo, depois de todo o estrago provocado pelo Valdecir e sua quadrilha.

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