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quinta-feira, julho 2, 2026

Ajuda eu?

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06/01/2011 – 10:01

Deus castiga! Ele (em maiúsculo porque vem depois de pontuação, mas evidentemente que me refiro a ele, o Valdecir, cada vez mais minúsculo) sabia disso, mas abusou da paciência e encheu o saco dos douradenses adotando como mote de campanha o “ajuda eu”, além do quê um desserviço para com a gramática. Pois bem. Ontem ele precisou usar o verbo ajudar em sua mais pura acepção, indo até a tesouraria da prefeitura para retirar uns poucos caraminguás – resto de salário – cerca de trezentos pilas, pois se caíssem na conta bancária seriam bloqueados pela justiça.

Sim. O Valdecir (foto) voltou ontem à prefeitura para pegar, parece, o que lhe restou do décimo terceiro do salário de prefeito. E com isso recomeça aquilo que já se tornou uma lenda, como ele mesmo gostava de dizer, envolvendo ex-prefeitos: se realmente ficaram ou não ricos com as economias que fizeram no período em que estiveram no cargo.

Para começar a desvendar este mistério, na parte que toca ao Valdecir, seria bom investigar como ele foi de seu sítio, lá perto do Cambira, até a prefeitura, se a pé, a cavalo, de bicicleta ou de carona, já que em seu giro de entrevistas, depois de sair da cadeia, disse que não tinha mais nem carro para andar. Investigar também como anda a produção de queijos caipiras da ex-primeira dama Maria Artuzi, isto, se a Vigilância Sanitária não acabar também com esta que parece ser a única fonte de renda da família Artuzi no pós prefeitura, já que até os porquinhos, também caipiras, estão indisponíveis por ordem judicial.

Só mesmo em Dourados, para se assistir a este tipo de espetáculo e ter que engolir, “tipo assim”, “de boa”. Talvez seja o caso de, verdade, uma força tarefa para se achar e se desenterrar o sapo que, diz também a lenda, enterraram provavelmente aos pés de uma das estátuas da Praça Antonio João, na do próprio herói que dá nome ao local ou na do Colono, se é que já não levaram o tal sapo para debaixo da estátua do “finado Getúlio”, um pouquinho mais pra baixo.

Depois desta do PT, de querer participar de uma eleição com dois candidatos, um a prefeito, encabeçando um chapa mixe, e outro a vice, na chapa que deve ganhar a eleição, nada mais é de se estranhar na terra e seu Marcelino.

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