02/02/2011 – 09:02
Foto: Tião Guimarães
Jerson, com “medo” de Londres.
Publica a coluna “diálogo”, do Correio do Estado de hoje, que o presidente reeleito da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos, suspirou aliviado depois de receber “de volta” o cargo que por alguns minutos, ontem, esteve com o seu colega Londres Machado, a quem, por ser o mais antigo (e põe antigo nisso!) coube presidir a sessão de eleição da “nova” mesa diretora daquela Casa de leis. “Se Vossa Excelência ficasse mais meia hora não sei o que poderia acontecer”, teria dito o narigudo parlamentar campo-grandense ao jurássico fátima-sulense.
Bem provável que Jerson Domingos não conheça uma a historinha de um diálogo que entrou para os anais da história do Estado, entre Londres Machado e Pedro Pedrossian, logo após o entra-e-sai de governadores nos primeiros e tumultuados anos de existência do Mato Grosso do Sul. Após assumir o governo, numa de suas primeiras viagens ao interior, Pedrossian seguia de carro com Londres de Fátima do Sul para Glória de Dourados, quando uma propriedade rural à beira da rodovia chamou sua atenção, ao que o deputado informou que tudo aquilo lhe pertencia, e acrescentando, para a estupefação do governador: “e isto, porque fiquei só quinze dias no governo”. Pra quem não se lembra, Londres fez a ponte, como presidente da Assembléia, entre os governos de Harry Amorim e de Marcelo Miranda e, deste, para o próprio Pedrossian.
Como Londres Machado nunca teve problemas para ser presidente da Assembleia, não se justifica o medo de Jerson, que, segundo a coluna de Ester Figueiredo, estava apenas se lembrando dos idos tempos em que se dormia presidente da Assembleia e se acordava como mero deputado. Mais provável, isto sim, que o deputado que conseguiu quebrar o interminável ciclo das presidências de Londres Machado tenha sido acometido pela “síndrome do Rigo”. Ou seja, uma vaga lembrança dos escândalos de Dourados que repicaram no Palácio Guaicurus, fazendo rolar a premiadíssima cabeça daquele com quem, nos áureos tempos em que a Assembleia não precisava devolver dinheiro, Londres sempre esteve na mais fina sintonia, principalmente na hora de conferir os canhotos da “checaiada”.
