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sexta-feira, março 13, 2026

A maldição do helicóptero, e do cofre!

09/11/2011 – 17:11

Até hoje tento descobrir, em vão, qual o iluminado que colocou na cabeça de Pedro Pedrossian que o jeito mais fácil de voltar ao governo do Estado, pela quarta vez (em 1998), era sair por aí ostentando a bordo de um reluzente helicóptero. Uma das piores estratégias de campanha já concebidas até hoje. Enquanto o todo poderoso e até então imbatível Dr. Pedro, do alto de sua – depois – admitida soberba, fazia ventania e jogava poeira nos eleitores por onde passava seu “avião de rosca” , Zeca do PT, por baixo, no corpo-a-corpo, garantia seu passaporte para o segundo turno com Ricardo Bacha. “A hora é essa/agora vai/tudo se encaixa…” lembram da musiquinha de campanha do candidato do PMDB?

Dois anos depois, eleições para a prefeitura de Dourados. Outro mito, João Totó Câmara, já curtindo confortável aposentadoria, resolve tirar o pijama para dar uma forcinha a Murilo Zauith, como candidato a vice-prefeito contra o petista Laerte Tetila. Não sei se pelo tanto que estava apaixonado pela causa ou pela emoção do reencontro com seus eleitores acabou se esquecendo de um cofre recheado de dólares na varanda de seu apartamento, em Campo Grande, que, roubado, acabou se transformando no calcanhar de Aquiles naquela primeira tentativa de Zauith de chegar à prefeitura.

Estas duas historinhas vêm a calhar com a charge mandada publicar hoje pelo federal Dr. Pereira eu seu site oficial. Obcecado como jamais se viu alguém pela mesma prefeitura, o picolezeiro e jornaleiro que virou deputado não mede esforços e consequências para tentar convencer o governador André Puccineli de que é a melhor opção para quebrar a aliança que nem bem começou a juntar os cacos da política douradense depois do furacão Valdecir.

Federal, Dr. Pereira atropela a tudo e a todos, processa jornalista, censura a imprensa, que quer a ele subordinada, ignora a ética, a liturgia dos cargos, agindo, desde já, como se prefeito fosse. Afinal de contas, são R$ 78 milhões de recursos que alardeia ter conseguido. E tudo sozinho.

Por via das dúvidas, não custa lembrar – e talvez seja o caso de invocar e convocar para um trabalhinho extra – um personagem de outra campanha não menos memorável, o anãozinho travestido de Sherlock Holmes contratado por Zé Elias, que, em 1996, foi implacável e incansável na busca das obras do então vice-governador Braz Melo, que pleiteava o seu retorno à prefeitura. Retorno? Ops! Que desta vez o anãozinho-espião venha com duas lupas.

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