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quarta-feira, dezembro 1, 2021

Decisão tomada: Azambuja pendura chuteiras e deixa Murilo chupando o dedo

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O leitor mais afoito, daqueles que se contentam com o título, quando conclusivo, como este, deve estar se perguntando: e daí, qual o critério para se colocar a foto de um governador de Estado assim, em plena pescaria, numa página eminentemente política? Quem tiver paciência e ir até o fim vai entender. E vai entender, mais ainda, que não apenas como pescador, mas, também como político, o negócio de Reinaldo Azambuja é capturar –atentem para o detalhe do verbo – peixe grande.

Poderoso, já citado em levantamentos do Congresso Nacional quando deputado como um dos políticos mais ricos do Brasil, Reinaldo faz jus à braveza sempre associada ao nome Azambuja, uma das maiores e mais tradicionais famílias do Mato Grosso do Sul. Frio e calculista, foi alçado da prefeitura de Maracaju ao governo do Estado, não sem antes tentar a prefeitura de Campo Grande, elegendo-se nesse ínterim deputado estadual e federal, deixando morrendo de inveja as ditas grandes lideranças políticas douradenses que sempre sonharam com o governo do Estado, mas sem enxergar um palmo além dos limites do Cachoeirinha ou do Parques Nações, como já cantado em prosa e versos aqui mesmo neste espaço.

Puxa-saquismo do blogueiro como paga pela mídia institucional do governo aqui publicada? Por esse raciocínio eu também começaria a puxar o saco de Alan Guedes, aqui açoitado nos seis meses primeiros meses de administração por conta de um deslize cometido ainda como presidente da Câmara. Para quem não se lembra ou está chegando agora, o Contrapontoms está, pasme! sob censura, com o processo tramitando no STF, por conta da matéria “Governo Azambuja começa atolado na lama asfáltica”. Da mesma forma o prefeito Alan Guedes que, enfim, atento ao critério da isonomia, resolveu fazer justiça e acaba de liberar mídia a este blog, mesmo tendo denunciado seu titular e outros quatro colegas na polícia por conta das denúncias da farra da publicidade. Nada a ver uma coisa com a outra. A verba publicitária é dinheiro público e todos temos direito, analisando, no caso do blog, ou não as mazelas do poder.

E onde está escrito “pendurar as chuteiras”, leia-se: “Reinaldo vai apenas dar um tempo”, para voltar lá frente.

Quando falo da macheza de Azambuja não é querendo me vangloriar por também fazer parte dessa família. Afinal, quem, tirante Pedrossian, lá atrás – que demitiu Mendes Canale da Casa Civil do governo do velho Mato Grosso, depois pagando caríssimo por isso, mas é história para outro post, lá na coluna Roda do Tempo – e talvez Puccinelli, mais recentemente, teria peito de defenestrar um secretário tão poderoso, ainda mais sendo este secretário seu vice-governador, como Reinaldo Azambuja fez com Murilo Zauith?

Pois bem, agora vem a história de pescador, ops! E quem contou garante que Azambuja não está blefando. Numa rodinha com correligionários durante a visita a Dourados segunda-feira agora, o governador deixou escapar que havia encomendado um barco, novinho em folha. E não é para suas já costumeiras pescarias no litoral argentino. Ele teria dito que nos próximos quatro anos quer pescar nos piscosos rios do Mato Grosso do Sul, como o Miranda, o Dourado e, claro, no Pantanal. Ato falho, logo na terra de seu Marcelino, mas que passou também a ser a terra de seu Murilo Zauith? Além de fazer questão de passar a faixa, ele próprio, a seu ungido Eduardo Riedel, sinalizando que quer acompanhar de perto a continuidade de seu governo, para que não haja solução de continuidade, como aconteceu, entre inúmeras outras obras, com o emblemático Aquário do Pantanal de André Puccinelli. Mais claro impossível. E onde está escrito “pendurar as chuteiras”, leia-se: “Reinaldo vai apenas dar um tempo”, para voltar lá frente.

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