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terça-feira, novembro 30, 2021

O cardápio eleitoral de Dourados para 22

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Mais uma vez ninguém está se apetecendo. Nem para ser senador, quanto mais para governador. O prestígio das ditas lideranças políticas douradenses continua circunscrito aos limites de Vila Formosa-Itahum, no sentido Leste-Oeste, e de Norte a Sul, da Reserva Indígena à barranca do Rio Dourado (BR-163). Murilo Zauith, vice-governador pela segunda vez, até que tentou se firmar como liderança estadual, estabelecendo-se política e empresarialmente em Campo Grande, mas veio a desgraceira da Covid, isto logo após o entrevero com o governador Reinaldo Azambuja que provocou sua saída da poderosa secretaria de infraestrutura, de onde tinha planos para ser alçado ao governo, agora, já, com a até aí esperada desincompatibilização de Azambuja, mas indo tudo por água abaixo por conta dos equívocos de alguns de seus gurus.

Como das vezes anteriores, pode ser que sobre alguma vaga de suplente de senador, já que nem nomes para vice-governador se ventila. Em contrapartida, sobram nomes para as oito cadeiras na Câmara Federal e para as 24 da Assembleia Legislativa. Para o Palácio Guaicurus, nomes bem avaliados, como se verá mais adiante, além dos cinco atuais representantes – Barbosinha, Marçal Filho, Neno Razuk, Renato Câmara e Zé Teixeira. Para federal, lembrando que após ter conseguido eleger três deputados (George Takimoto, José Elias Moreira e Waldir Guerra) na 49ª legislatura (1991-95), e sempre com um ou dois nas demais, desde a criação do Mato Grosso do Sul, Dourados ficou sem representante nas últimas eleições. Ou seja, é a síndrome do rabo-de-cavalo, uma praga do deputado pedetista Dagoberto Nogueira.

Mas que não se vanglorie o deputado Dagoberto, sempre eleito com a ajuda dos votos dos douradenses, graças ao prestígio de seu “vice-deputado” Sérgio Castilho. E como diz o velho ditado, aquele da praga de urubu, bem provável que a partir da próxima legislatura ele tenha que ceder sua cadeira a um representante douradense. Basta olharmos para a lista dos potenciais candidatos. Começando por Rodolfo Nogueira, o candidato que o presidente Bolsonaro não abre mão de eleger. Do mesmo jeito que para o governador Reinaldo Azambuja é uma questão de honra mandar para Brasília o pupilo que ele roubou de Murilo Zauith, o presidente da Sanesul Waltinho Carneiro. Se o guri for bom de voto como é de trabalho e se prevalecer o DNA cuiabano do pai, o ex-presidente da Assembleia, Walter Carneiro, ele está dentro. Ora bolas, se Bolsonaro e Azambuja podem, por que o prefeito Alan Guedes também não vai eleger o seu deputado federal? Ainda mais alguém que tem em seu currículo o cargo de Ministro da Educação? Neste caso, com Henrique Sartori, Dourados já voltaria a fazer três federais. E por que não quatro? Sim, porque Geraldo Resende não vai se contentar em ficar de novo na incômoda posição de suplente. Correndo por fora, o presidente da Câmara Municipal, Laudir Munareto, que seria o candidato de André Puccinelli e, como azarão, o também vereador Maurício Lemes Soares.

Ora bolas, se Bolsonaro e Azambuja podem, por que o prefeito Alan Guedes também não vai eleger o seu deputado federal?

Se tem potencial para eleger a metade da bancada federal, por que não 1/3 da Assembleia Legislativa? Ufanismo do blogueiro sem assunto? Às contas, pois, e ao nomes. Será que passa pela cabeça de algum dos cinco que lá estão abrir mão de suas confortáveis poltronas para Lia Nogueira ou para Eudélio Mendonça? É que a polêmica vereadora anda toda faceira com a garantia de um figurão da política estadual de que uma das 24 cadeiras será dela. Outra vez Alan Guedes. O prefeito da segunda cidade do estado não vai querer pagar o mico de não eleger o próprio pai, até como reconhecimento por tudo que o “velho” fez para ele chegar aonde chegou. Já seriam sete deputados estaduais. E ainda têm Elias Ishy e Gleice Jane, com potencial para fazer o PT reconquistar a cadeira que foi de Tetila e de João Grandão, além do vereador Olavo Sul, que conta com o prestígio do chefão político André Puccinelli e, claro, o líder tucano Valdenir Machado, que além da sempre poderosa República do Panambi conta também com o prestígio do governo Azambuja para retornar para seu quinto mandato.  

Além daquela combinação básica com o eleitor ainda há a tal janela partidária, famoso troca-troca que pode jogar por terra qualquer previsão, por mais otimista que seja. Mas, é o que tem para Dourados no momento, até que apareça um novo Zé Elias ou a reencarnação de Ari Artuzi. O filho de seu Quinzito, que meteu os peitos logo na primeira eleição para governador após a criação do estado, ganhando em todo o interior, mas perdendo a eleição na capital. E o fenomenal Artuzi, que só não chegou lá por conta das forças ocultas que fizeram ele renunciar ao mandato de prefeito sob a mira de um fuzil no presídio federal de Campo Grande.

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