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quarta-feira, maio 25, 2022

O salto alto, o maquiavelismo e os cavalos paraguaios

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Por tudo que se vislumbra para as eleições deste ano, pelo clima de beligerância instalado pelo presidente e candidato à reeleição Jair Messias Bolsonaro, bem provável que o “nunca antes na história” de seu principal adversário e favoritíssimo na disputa, Luiz Inácio Lula da Silva, venha a ser aplicado não apenas no plano nacional, no que se refere a uma eleição tão tensa, mas também no estado, pelas zebras que podem pintar, tal qual – “olha eu aqui de novo” – a que animava o anúncio dos resultados da loteria esportiva aos domingos no “Fantástico”. Lendo o título detrás para a frente, André Puccinelli pintando como o maior “cavalo paraguaio” – aquele que só larga na frente – já visto em todas as eleições do ainda jovem Mato Grosso do Sul.

Agora começando pelo começo, ninguém melhor que o próprio André Puccinelli para entender de salto alto. Nem com todo o estoque de sebo de grilo encomendado aos raizeiros do estado ele conseguiria manter a liderança diante do poderio do governo do estado, independentemente do lado para o qual Reinaldo Azambuja aponte sua bazuca, assunto para os parágrafos seguintes.

“E o Bernal?” Quem não se lembra de um dos maiores equívocos do marketing eleitoral do estado, na eleição em que André Puccinelli, já poderoso, roncava grosso dizendo que não tinha pra ninguém, quando, enfim, tentou emplacar seu preposto Edson Girotto como prefeito de Campo Grande, perdendo a eleição para o radialista Alcides Bernal? Outro fiasco, amargando uma das mais humilhantes derrotas em toda sua vida pública, quando, zombando e humilhando o deputado Ari Artuzi, a quem só chamava de “animal do pelo curto”, decidiu apostar todas as suas fichas em seu vice-governador Murilo Zauith, para a prefeitura de Dourados!

…será que diretor de fotografia do filme de (,,,) Eduardo Riedel também não é um admirador do autor de ” O Príncipe ?

Quando escrevi aqui semana passada sobre maquiavelismo, inspirado num sonho no melhor estilo junguiano, com aquela história do sinistro canto do urutau, muita gente torceu o nariz, ante a óbvia e dura realidade. Principalmente pseudos-cientistas políticos acostumados a viver às custas da ingenuidade de alguns malas sem alças que vira-e-mexe aparecem na política, que gostam de iludir esses “pobres coitados” endinheirados, inflando números de pesquisas de “institutos” de fundo de quintais, arrancando deles tufos de dinheiro, principalmente quando se trata de dinheiro do contribuinte surrupiado por meio dos malditos retornos.

Interessante é que quando confrontados com alguns dos até agora indigeríveis números da ainda recente história dos pleitos eleitorais do estado, de gente mais graúda ainda, como o todo-poderoso Pedro Pedrossian, que caiu do cavalo algumas vezes por conta de sua histórica soberba, o argumento é o mesmo, o sempre raso “ah, mas a história mudou, as coisas evoluíram, hoje temos mídia social, blá, blá e blá”. Mídia social para quem só tem olhos para o próprio umbigo, que quanto mais exposto mais perde votos, tamanha é a arrogância? Arrogância que é congênita, que não se consegue esconder por trás de um sorriso forçado numa foto, por mais produzida que seja. É diferente, muito diferente, por exemplo, de um espontâneo “me chama que eu vou”, do fenomenal Ari Artuzi, o iletrado caminhoneiro que despejando doentes em portas de hospitais virou vereador, daí para o deputado mais votado (36 mil votos) da história de Dourados, depois prefeito contra todo o poderio econômico e político de Murilo Zauith e de André Puccinelli.

O ex-deputado Valdenir Machado cunhou a frase “cada eleição é uma lição”. Mas, lição que alguns poderosos insistem em não aprender. Ou fazem de conta que não aprendem. Exemplo mais recente, o que fizeram com o deputado Barbosinha, nas eleições passadas para a prefeitura de Dourados, o que só reforça a questão do maquiavelismo. E a imagem que ilustra este texto é daquelas que valem por mais de mil palavras. Seria o caso de se perguntar: será que diretor de fotografia do filme de campanha do todo-poderoso secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel também não é um admirador do autor de “O Príncipe?” A menos que Reinaldo Azambuja não esteja a fim de mostrar o caminho das pedras ao, até aqui, seu ungido.

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