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quarta-feira, maio 25, 2022

O desgosto da rainha

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Pobre Elizabeth, não tem paz. A rainha é vítima da ‘maldição do jubileu’. Todo ano de celebração especial de seu reinado é marcado por fatos que a deixam abatida ou estarrecida. Neste 2022, ela completa 70 anos no trono, o ‘Jubileu de Platina’. Os festejos terão a sombra do escândalo sexual protagonizado pelo filho número 3, Andrew.

O príncipe enfrenta a acusação de ter abusado de uma jovem de 17 anos, vítima de um esquema de tráfico e exploração de mulheres nos Estados Unidos. Há várias evidências de que ele esteve na chamada ‘ilha da pedofilia’, no Caribe, e na ‘mansão do sexo’, na Flórida, lugares onde homens poderosos tinham um harém à disposição.

Às vésperas dos 96 anos, a rainha se viu obrigada a se afastar do herdeiro para preservar sua imagem de soberana e retirar dele títulos, honrarias e privilégios. Andrew nem pode mais usar o tratamento “Sua Alteza Real”. Virou um pária na própria família. O nobre poderá ser julgado por crime sexual em uma corte americana. Vexame sem precedentes para a monarquia inglesa.

Coincidentemente, episódios ruins também aconteceram em anos de outros jubileus. O de pérola – 30 anos no trono – foi em 1982, período sangrento para o Reino Unido em razão da Guerra das Malvinas. O conflito marítimo contra as tropas argentinas aconteceu de abril (mês em que a rainha completou 56 anos) a junho (mês em que tradicionalmente o aniversário dela é festejado com o público, aproveitando as temperaturas mais altas da primavera no hemisfério norte). Ela perdeu o sono várias noites porque Andrew, então com 22 anos, atuou como piloto de helicóptero naquela guerra.

Em 1992, Elizabeth completou 40 anos sob a coroa, o ‘Jubileu de Rubi’. Precisou lidar com tantos problemas familiares que não teve ânimo para festas. “Não vou me lembrar desse tempo com prazer”, admitiu. Em um discurso da época, usou a expressão em latim ‘annus horribilis’, criada para designar anos marcados por situações dramáticas. Não foi um exagero. Escândalos com membros da realeza estamparam a primeira página dos tabloides.

Naquele período, a separação de Charles e Diana se tornou pública, a princesa Anne se divorciou, o príncipe Andrew se separou após ser traído publicamente e o castelo de Windsor – a propriedade preferida da soberana – foi consumido por um incêndio que durou 12 horas.

Na virada para 2002, os súditos se empolgaram com o ‘Jubileu de Ouro’, meio século de Lilibet no trono. Mas o ano já começou terrível: com intervalo de apenas 49 dias, morreram a única irmã dela, a princesa Margaret, e a rainha-mãe, também chamada Elizabeth. A rainha perdeu suas maiores referências femininas e companheiras mais presentes desde que sucedeu o pai, rei Jorge VI.

Pouco depois, ela precisou lidar com o rebelde do clã, Harry. O palácio descobriu por meio da imprensa de fofocas que o príncipe fumava maconha e estava consumindo álcool além do aceitável. Preocupada com o neto, a monarca pediu a Charles que enviasse o garotão de 17 anos para uma clínica de reabilitação por um dia, a fim de conscientizá-lo dos perigos da dependência química.

Uma década depois, o ‘Jubileu de Diamante’, 60 anos de Elizabeth como majestade da dinastia Windsor. Todavia, 2012 foi igualmente tumultuado. O menino Harry voltou a provocar dor de cabeça: foi fotografado peladão em uma suíte de hotel em Las Vegas, na companhia de outras pessoas. O flagra virou capa do jornal ‘The Sun’. A rainha disse, privadamente, que ficou decepcionada com o caçula de Charles e Diana.

Outro escarcéu na mídia aconteceu com a publicação de fotos de um topless da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, durante férias com o príncipe William no sul da França. Aquela superexposição deixou a rainha abismada. A fase ruim ainda teve uma hospitalização de seu marido, o príncipe Philip, após tomar chuva em um evento.

Pensa que é moleza ser a rainha mais famosa do planeta e a chefe de uma família complicada? O próximo jubileu, pelos 75 anos como reinante, seria em fevereiro de 2037. Elizabeth teria 100 anos. Parece improvável, mas não é impossível que ela chegue viva até lá. Sua mãe morreu aos 101 anos – lúcida, alegre e tomando gim toda noite. (Jeff Benício/O Estado de São Paulo).

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