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segunda-feira, agosto 15, 2022

Na busca pela 3ª. eleição André tenta evitar a soberba e espantar as zebras

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Nas lives em que aparece com seguidores em seu giro pelo interior e pela capital na busca de um terceiro mandato, lá está um André Puccinelli circunspecto, mais ouvindo do que falando, sempre com um caderninho à mão para anotações, como se não fosse ele um dos maiores conhecedores das demandas político-administrativas do estado. Também conhecedor da história, intuitivamente, não querendo incorrer no mesmo erro de Pedro Pedrossian, que, pela soberba, jogou fora a oportunidade de retornar ao governo do Mato Grosso do Sul também pela 3ª vez – o mesmo “Doutor Pedro” que já havia sido governador antes da divisão do Mato Grosso.

A derrapada fatal de Pedrossian ocorreu durante um debate na TV Morena, ainda no primeiro turno das eleições de 1998, quando afirmou que preferiria estar pescando no “Touro Morto”, em Miranda, do que participando daquela enfadonha campanha eleitoral. Não que Pedrossian não gostasse de povo, tanto gostava que passou à história idolatrado como o maior dos governadores, nos dois Mato Grossos. O que ele não suportava era aporrinhação, principalmente dos baba-ovos da política, preferindo sempre o corpo a corpo, mas sozinho, com os eleitores, no máximo, com o motorista e também segurança Jaquinha.

Interessante notar que Zeca do PT, o governador eleito naquela ocasião, depois de desdenhado por Pedrossian no fatídico debate, foi o primeiro beneficiado com a regra da reeleição, em 2002, contra a fraca candidatura de Marisa Serrano (Marçal Filho de vice), mas dando com os burros n’água ao tentar retornar ao governo, pela terceira vez, em 2010, contra a recandidatura de André Puccinelli. E como chumbo trocado não dói, o italiano fez valer contra o petista o peso da máquina por ele administrada da mesma forma, ou até com mais força e competência do que aquela com que Zeca havia tratorado lá atrás sua companheira Marisa Serrano.

Não à toa que agora André Puccinelli ande todo cheio de dedos. Mesmo velho e cansado de guerra – e que guerra! – com plena consciência da força da máquina governamental – das mais bem azeitadas dos últimos tempos, que se diga – que terá de enfrentar. A seu favor, apenas o fato de não ter o próprio governador como adversário, como o “azar” que Zeca do PT deu contra ele. Mas é quase como se fosse, pela simbiose entre Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel. Nessa intrincada questão, aliás, restando não só a André, mas a Marquinhos Trad, Rose Modesto e demais contendores, torcerem para que algum gaiato, no fervo da campanha, comece a instigar Reinaldo Azambuja quanto aos precedentes históricos das tais criaturas que sempre acabam se voltando contra seus criadores.

Uma lenda que, no Mato Grosso do Sul, começou na primeira eleição para o governo do estado, com Pedrossian (governador nomeado), acusado de fazer corpo mole com a candidatura Zé Elias; depois, em 1994, enterrando de vez o “companheiro” Levy Dias, contra o mesmo Wilson Martins que havia derrotado o ex-prefeito douradense em 1982. Nesse contexto, mesmo como discípulo de Wilson Martins (que fez Marcelo Miranda seu sucessor em 1986, mas que perdeu com Ricardo Bacha [Humberto Teixeira vice] em 1998) André Puccinelli preferiu a cartilha pedrossianista “apoiando” Nelsinho Trad para sua sucessão, em 2014, só não contando com a “zebra” saída das pradarias de Maracaju – Reinaldo Azambuja, em vez de, por seu script, Delcídio do Amaral. De qualquer forma tendo seu maquiavélico projeto de retorno quatro anos depois adiado por conta da prisão às vésperas das eleições de 2018. Talvez por isso, ressabiado com “zebras”, o ex-governador ande espalhando nos bastidores da sucessão que pode pintar uma delas para disputar com ele o segundo turno, agora de 22. Pior, uma zebra fardada, com patente de capitão. Contar é o que restará, pois, garantem alguns asseclas, o que só reforça a desconfiança de que André Puccinelli pode estar por trás da anunciada “Operação fim do mundo”.

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