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segunda-feira, agosto 15, 2022

Mandetta ou Odilon, quebrando o salto alto de Tereza Cristina, convenções, traições, ligações perigosas etc.

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Ela já posa de senadora eleita e ministra da Agricultura reconduzida de um hipotético segundo governo Bolsonaro. Ele, elevado à condição de popstar no auge da pandemia da Covid porque bateu de frente com um presidente enciumado e negacionista, e por isso obrigado a deixar o ministério da Saúde. Ela, que traz no sangue o ranço udenista de avô e bisavô – governadores e senadores, Fernando Côrrea da Costa e Pedro Celestino –, “andrezista” de carteirinha, mas empurrando Eduardo Riedel com a barriga, na torcida de que ele não vá para o segundo turno com o ex-chefe governador. Ele político da nova safra, carismático, que saindo como vítima do governo Bolsonaro esteve até outro dia presidenciável, mas acabando candidato a senador. Ela, como ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo que explicar o desabastecimento que deixa 32 milhões de brasileiros com fome diariamente. Ele, colhendo os frutos por sua gestão como ministro que defendeu a vida com a vacina que evitou a morte de milhões de brasileiros. Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta. Certamente vão roubar a cena como os grandes protagonistas dessas eleições no estado, enquanto os candidatos a governador ficam à mercê da polarização Lula-Bolsonaro no plano federal. Não bastasse o fator Mandetta, o “já ganhou” de “Terezoca” está também ameaçado pelo fator Odilon – o um dia tão temido ex-juiz federal Odilon de Oliveira, que deu um suador em Reinaldo Azambuja nas eleições passadas e que agora aceitou a condição de coadjuvante na chapa do não menos temido Marquinhos Trad, podendo vir a tirar proveito como tertius na eleição senatorial.

Traições – A incômoda posição da deputada Tereza Cristina – cria política de André Puccinelli, de quem, como secretária de Agricultura, foi alçada à condição de deputada federal – que circunstancialmente “apoia” a candidatura Eduardo Riedel, é só um exemplo da enxurrada de traições que se vislumbra no cenário político estadual. Tereza Cristina certamente não vê a hora de chegar o segundo turno. Eleita ou não senadora, seu Terço deve estar gasto até lá, pelo tanto que deve estar rezando para que não haja um confronto entre o chefe André Puccinelli e Eduardo Riedel. Diferente dela, pela sobrevivência, muitos, entre os candidatos aos cargos proporcionais – estaduais e federais – devem se bandear já no primeiro turno.

Convenções – As convenções partidárias deste ano não devem ser um divisor de águas apenas para os sempre aflitos candidatos com as campanhas já em curso, com cabos eleitorais batendo à porta. Aflição também, desta vez, é para aqueles com o rabo preso com a Justiça. Alguns que até já andaram fazendo curso preparatório para canarinho e que podem a qualquer momento voltar ao xilindró. A tal “operação fim do mundo” tem tirado o sono de muitos medalhões da política.

Ligações perigosas – Interessante é que mesmo com os fortes indícios de que a PF só estaria esperando passar as convenções para começar a acordar a moçada às seis da matina, muita gente insiste em afrontar. Candidatos e os ditos coordenadores, alguns, ainda, com as marcas das tornozeleiras eletrônicas, indo e vindo; usando e abusando das tais estruturas da contravenção. Descaradamente. Aliás, nunca antes o espaço aéreo entre a fronteira e a capital esteve tão congestionado. Sem contar os jatinhos que decolam do Planalto Central em “missões oficiais” também rumo ao interior do estado nesse período pré-eleitoral.

Jururu – A propósito desses pousos e decolagens, o autointitulado “candidato do presidente” a deputado federal Rodolfo Nogueira anda desenxabido, frustrado porque seu prestígio não foi suficiente para convencer Jair Bolsonaro a voltar a Dourados para desfilar no velho Jeep de um correligionário pela Marcelino Pires, como fez quando candidato em 2018. Este seria seu grande trunfo. Uma selfie, que fosse, com o presidente, na “Pedra”, depois de um pastel com tubaina na CB do Takeo e a eleição estaria garantida. Como na comédia em que a diva sueca do cinema americano Greta Garbo acabou no Irajá (bairro do Rio de Janeiro), quem sabe Rodolfo não acabe cabo eleitoral do amigo Waltinho Carneiro!

Sonhar não é pecado – Como Rodolfo Nogueira já provou que tem estrela, não é de todo impossível que consiga sobreviver ao que para ele seria uma tragédia – uma derrota do amigo Bolsonaro para Lula. Como homem do campo que diz ser, deve estar também apostando todas as suas fichas num “estouro de boiada”, caso vingue a candidatura de outro bolsonarista-raiz, o Capitão Contar, ao governo do estado.

Frenético – Braço direito de Reinaldo Azambuja, o chefe da Casa Civil Sérgio de Paula esteve em Dourados esta semana para mais uma de suas incontáveis reuniões em sua difícil missão de fazer Eduardo Riedel sucessor do chefe. Isso facilitaria em muito a concretização de seu projeto de vida – uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Até porque mais difícil que negociar com candidatos a deputado e seus coordenadores estariam sendo as tratativas com o ex-deputado Jerson Domingos, o Conselheiro cuja vaga, na Corte, estaria em negociação.

Uraganos em alta – Eles costumam trabalhar incógnitos, mas são, ainda, os preferidos da maioria dos candidatos para as coordenações de suas campanhas. Egressos de uma “geração de ouro” da política douradense abatida pela operação Uragano, entre 2009 e 2010, ex-vereadores e ex-secretários municipais denunciados, muito deles condenados e presos, na era Artuzi, continuam firme e fortes nos bastidores políticos. Entre os mais solicitados, os ex-presidentes da Câmara Júnior Teixeira e Sidlei Alves, este, o homem forte da deputada Tereza Cristina; o ex-vice-prefeito Carlinhos Cantor, coordenador de Marquinhos Trad; Aurélio Bonato, comandando a campanha de Neno Razuk; Paulo Henrique Bambu e Zezinho da Farmácia, do time de Eduardo Riedel.

Oiiii – Falando em Uragano, eleitores da periferia de Dourados foram surpreendidos semana passada pela visita de uma velha conhecida, que andava sumida. A radialista Keliana Fernandes, há tempos trabalhando e morando em Campo Grande. Veio pedir votos para deputada federal. Como não tem mais o apoio da FM 94, onde ficou famosa, para dar um “alô você”, pediu ajuda à amiga, colega de microfone, como ela também tucana e candidata a deputada estadual Lia Nogueira.  

Disputa à tapa – Não é só Keliana Fernandes que tenta se aproveitar do prestigio de Lia Nogueira para conseguir uns votinhos na periferia. Outros federais, inclusive de Dourados, estão travando verdadeira guerra com a direção da coligação tucana na esperança de uma carona com o “bichão do MS”, como Lia é conhecida. Bola da vez, e queridinha do governador Reinaldo Azambuja, Lia Nogueira também vem sendo cortejada por vários candidatos de Campo Grande.  

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