Muitos são os pré-candidatos desde já se assanhando com a cadeira de Alan Guedes, mas poucos são os que têm, de verdade, bala na agulha (ou seriam bois no pasto?) para a disputa. Até mesmo Marçal Filho, sempre na largada liderando a corrida, pelo tanto que abusa da ingenuidade das “secretárias do lar”, em sua FM 94, com campanha fora de época, ou sua colega locutora, a deputada estadual Lia Nogueira, ambos que tanto tiram o sono do prefeito recandidato, podem desistir, lá na frente, por uma série de razõe$ que a própria razão de seus corações desconhece e que serão aqui exaustivamente colocadas até chegar a hora de a onça beber água. Além desses dois ponteiros, também sonhando em retorno como candidatos a prefeito o deputado federal Geraldo Resende e o vice-governador José Carlos Barbosinha. Geraldo alinhavando uma aliança com o PT de Lula, que precisa de tucanos como ele para sua base de sustentação no Congresso, Barbosinha inquieto com a condição de coadjuvante de Riedel, embora ande fazendo bonito, como nesta terça-feira, durante reunião com Lula, Xandão & Cia. no Palácio do Planalto para tratar da segurança nas escolas. Entrando agora na fila, a deputada petista Gleice Jane, correndo por fora o bolsonarista Rodolfo Nogueira e o presidente da Câmara Laudir Munaretto, além dos “sonháticos” ou azarões de sempre. Mas, a briga, pra valer, pelo que se desenha nos bastidores, devendo acontecer entre o decano deputado Zé Teixeira e seu ex-pupilo Alan Guedes, que, apesar dos pesares, não pensa noutra coisa que não a reeleição. Lembrando que Guedes “desmamou” de “seu Zé” na pré-eleição municipal passada, exatamente para poder ser candidato a prefeito.
Boiadas vs máquina – Fulo da vida com o ex-governador Reinaldo Azambuja e com seu sucessor Eduardo Riedel por ter sido defenestrado sem dó nem piedade da mesa da Assembleia Legislativa (que poderia presidir), Zé Teixeira agora foca na prefeitura, onde sonha encerrar a carreira, tal qual o irmão, Humberto Teixeira. Para tanto, está alinhavando um grande projeto e procurando de mamando a caducando os chefes dos currais eleitorais, para uma conversa “zóio-no-zóio”. Ele chega perguntando, educadamente: Por exemplo, como fez com o ex-deputado Roberto Razuk: “o amigo, sua esposa ou seu filho têm projeto de ser prefeito? Se não têm, eu conto com seu apoio!”. Seus argumentos são os mais convincentes. Só assim, entende, numa grande união de forças, para vencer a máquina política-administrativa de Alan Guedes. Máquina, Alan acredita, que na pior das hipóteses será empurrada pelo governador Eduardo Riedel. Por ordem, claro, de Azambuja, como paga pelo apoio incondicional do prefeito ao preposto dele para o governo do estado.
X da questão – Não que alguém se atreva a duvidar da palavra de um Azambuja, ainda mais um ex-governador e atual chefe tucano que mostrou competência ao eleger o sucessor depois de atravessar uma das maiores tempestades da história jurídico-política do MS. O que dá motivos para Zé Teixeira abrir a porteira para a passagem, só agora, da boiada, seria uma conversa com o mesmo Azambuja, quando das negociações para a formação da nova mesa da AL. “Deixa isso para o Riedel e para o Londres (Machado) acertarem, pra você está reservado algo melhor”, teria prometido Azambuja. Ora, algo melhor que a mesa da AL, depois do governo do estado, só mesmo a prefeitura de Campo Grande ou de Dourados.
Reza braba – Além do gigantismo de seu cacife político e das promessas de Azambuja, à Zé Teixeira (que também esteve no olho do mesmo furacão que por pouco não engoliu o tucano-mor) só resta rezar para que uma desgraceira “daquelas” se abata sobre a administração Alan Guedes. Neste caso, contaria com a humildade e o apoio até mesmo do jovem do ex-discípulo. Humildade que não tem faltado ao próprio “seu Zé”, que vem fazendo um esforço hercúleo para aparar arestas nessa sua nova empreitada.
Na torcida – Do alto da concha do Congresso voltada para cima, a que materializa o sentimento de clamor popular, o deputado Geraldo Resende vai, discretamente, se enfronhando entre a companheirada lulista para incluir na barganha do apoio da bancada tucana ao governo petista sua candidatura à prefeitura de Dourados. Neste caso, como já fez Murilo Zauith lá atrás, com um petista de vice. Taí um abacaxi ‘daqueles’ para Azambuja e Riedel descascarem.
É assim que se faz – O vice-governador Barbosinha não se colocou, ainda, como pré-candidato a prefeito de Dourados. Mas, com quem conversa, sempre que o assunto é a administração Alan Guedes, dá uma aula de como deveriam ser resolvidos eternos problemas como os da saúde, segurança pública e, principalmente, das famigeradas operações tapa-buracos. Advogado, fala como engenheiro entendido no assunto. Há quem garanta que com isso ele tenta pavimentar o caminho pelo qual deseja retornar como candidato a prefeito nas próximas eleições. De preferência como um tertius, diante dessa encrenca aí entre Alan Guedes, Geraldo Resende e Zé Teixeira, entre outros.
Humilde residência – A deputada douradense Lia Nogueira, que ganhou popularidade astronômica pela defesa incontinênti que faz da população das periferias das cidades, já está confortavelmente instalada num apartamento em área central da capital. Alega que por questões de segurança familiar e comodidade profissional. Há quem garanta que Lia está mais para Londres Machado, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja do que para Braz Melo e Murilo Zauith, ou seja, mirando politicamente a capital e o restante do estado, não ficando restrita aos limites dos bairros que ela tanto defende em Dourados. Governadora ou senadora, lá na frente, por que não?
Pé no chão – Acostumada – como repórter e vereadora – a amassar barro denunciando as mazelas da população da periferia de Dourados, Lia Nogueira mantém o projeto de suceder ao arquirrival Alan Guedes. Mas, não descartando, humildemente, “aprender” primeiro a ser deputada para depois alçar voos mais altos. Tanto que já anda de tititi com a colega Mara Caseiro, a estadual mais votada da eleição passada, desde já candidata a deputada federal, podendo, “se nada der certo”, sair daí uma dobradinha de saia imbatível para projetos futuros.
Olhos de lince – Com essa conversa de “aprender” primeiro a ser deputada, Lia Nogueira tem se debruçado em exemplos como os dos interioranos André Puccinelli e Londres Machado (de Fátima do Sul) e Reinaldo Azambuja (de Maracaju), que deixaram a província, se estabeleceram na capital do estado e até hoje se revezam no poder. E, agora, do deputado federal Beto Pereira, ex-prefeito de Terenos, também se assanhando para ser prefeito de Campo Grande e até do recém-eleito bolsonarista Marcos Pollon, de Dourados, também estabelecido profissionalmente em Campo Grande e já colocado, também, como um dos pré-candidatos à sucessão da prefeita Adriane Lopes, mulher de Lídio Lopes, que antes de virar deputado tentou ser vereador em Dourados.
Ferrarista – Saturado o manjado marketing de aparecer nas mídias sociais fazendo cafezinho ou simplesmente dando bom dia, boa tarde ou boa noite, o ex-governador André Puccinelli, também analisando voltar à prefeitura da capital, agora inovou como o “rolê do André”. Sempre a bordo de sua indefectível “Ferrari” (um ‘fietizinho’ uno vermelho que ganhou de presente dos funcionários da governadoria) o italiano percorre a periferia de Campo Grande, fazendo stand up para mostrar a tragédia em se transformou a periferia da capital, com a buraqueira das ruas e até o retorno das favelas por ele banidas do mapa da cidade.
