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sábado, maio 9, 2026

Os cálculos de Bolsonaro sobre as chances de ser preso em meio ao cerco da PF

Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também será intimada a depor na PF

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Mesmo com o cerco da Polícia Federal se fechando sobre Jair Bolsonaro, o ex-presidente tem dito a aliados que não vê, hoje, risco de ser preso. A leitura feita pelo ex-presidente e seus interlocutores mais próximos é que a PF tem investido contra seus aliados, mas não faz movimentos diretos no sentido de prendê-lo, ao menos neste momento.

Bolsonaro, por ora, crê que será blindado pelos seus auxiliares que estão encrencados na Justiça. Como informou a coluna, a expectativa de Bolsonaro e seu entorno sobre o depoimento de seu ex-ajudante de ordens, coronel Mauro Cid, é que ele assuma a responsabilidade pela fraude nos certificados de vacina do ex-presidente.

Em depoimento à PF, Bolsonaro lavou as mãos sobre o aliado e complicou ainda mais a vida do militar. “INDAGADO se MAURO CESAR CID administrava a conta do declarante no aplicativo ConecteSUS do Ministério da Saúde até a data de 22/12/2022, respondeu QUE sim, que toda a gestão pessoal do declarante ficava a cargo do ex-ajudante de ordem MAURO CID”, disse o ex-presidente à PF.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que passou quatro meses preso e foi solto na semana passada, também poupou Bolsonaro até agora. Após ser solto, seu advogado, Eumar Novacki, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que o cliente não vai delatar.

Michelle será chamada a depor sobre pagamentos em dinheiro vivo

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também será chamada para depor à Polícia Federal na investigação que apura a suspeita de um esquema de desvio de recursos do Palácio do Planalto para pagar despesas da ex-primeira-dama e de pessoas ligadas a ela.

A informação foi confirmada por envolvidos no caso. A data do depoimento acontecerá, segundo fontes da PF, no “melhor momento para a investigação”.

Como informou o portal UOL, a PF identificou depósitos em dinheiro vivo para Michelle operacionalizados pelo ex-ajudante de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid. Mensagens publicadas pelo site também trouxeram à tona conversas entre Cid e assistentes da ex-primeira-dama. Nesses diálogos, o ex-ajudante de ordens externou preocupação com os pagamentos de despesas ligadas a Michelle e apontou que poderiam resultar numa acusação de “rachadinhas”.

A defesa de Bolsonaro nega irregularidades, diz que os pagamentos de gastos eram feitos com recursos privados e que o ex-presidente pagava despesas em dinheiro em espécie para pequenos fornecedores.

A PF afirmou em relatório que identificou indícios de que Mauro Cid teria usado verba pública “de maneira ilegal”, com “saques em espécie” e depósitos em dinheiro vivo “de maneira fracionada”. A frase está no pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) realizado na investigação que apura os recursos usados para pagar despesas da ex-primeira-dama.

Diferentemente do marido, Michelle até agora não foi convocada a depor pela PF. A ex-primeira-dama também teve envolvimento no caso das joias de diamantes da Arábia Saudita. Na primeira versão do ex-ministro Bento Albuquerque, que trouxe em sua comitiva as peças milionárias, ele disse que as joias seriam destinadas a Michelle. Posteriormente, afirmou que as peças eram para o estado brasileiro. A própria Michelle admitiu ter conhecimento de um conjunto de joias sauditas destinado a Bolsonaro.

Bela Megale/O Globo

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