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sexta-feira, junho 21, 2024

Soraya Thronicke diz ter apoio de Lula para ser a 1ª mulher a presidir o Senado em 200 anos de história

A primeira senadora a tentar a presidência também foi do MS, a hoje ministra Simone Tebet

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Eleita com o apoio de Jair Bolsonaro (PL), a senadora Soraya Thronicke (Podemos) afirmou que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal em 200 anos de história. Na esperança de ser a 2ª mulher a disputar o comando do Congresso Nacional, a sul-mato-grossense pretende ser a 3ª via na disputa entre petistas e bolsonaristas.

A senadora sul-mato-grossense disse à revista Veja que tem o aval do presidente da República. “Foi uma conversa rápida, de a gente ter que ter posição, da necessidade de renovação, e ele concordou com isso”, destacou Soraya.

“Renovação para que tenhamos uma relação com o Poder Executivo, com o Poder Judiciário. É importante oxigenar. O poder não pode ficar nas mãos das mesmas pessoas – e o presidente também acha isso”, afirmou a senadora, criticando a dupla Davi Alcolumbre (União Brasil), do Amapá, e Rodrigo Pacheco (PSD), de Minas Gerais, que tem se revezado no comando da Casa Alta.

De acordo com a sul-mato-grossense, não procede que o candidato favorito de Lula na disputa do Senado seja Alcolumbre. “Fiquei surpresa”, afirmou. “Fui averiguar e realmente não há. É uma notícia inverídica”, garantiu Soraya sobre o apoio de Lula ao senador do Amapá. “Ele quer oxigenar o Congresso e apoia a eleição de uma mulher”, enfatizou.

Soraya surpreendeu nas urnas em 2018 graças ao apoio de Bolsonaro e derrotou caciques e integrantes da velha guarda da política de MS, como Waldemir Moka (MDB), Zeca do PT, Delcídio do Amaral e o ex-secretário estadual de Obras, Marcelo Miglioli.

“Não abandonei nenhuma bandeira que me elegeu, quem abandonou foi Bolsonaro. Sou uma parlamentar de direita, uma direita racional, liberal na economia. Essa polarização tem que acabar”, defendeu-se sobre a acusação de que traiu o ex-presidente da República.

“O governo perdeu o controle sobre o Congresso. A oposição cresceu. Hoje, se você juntar o União Brasil com PL, com PP e com Republicanos são quase 300 parlamentares. É uma configuração que tem força, inclusive, para um processo de impeachment”, afirmou, sobre a importância de Lula dar o apoio para a nova aliada.

Soraya será a segunda mulher na história a disputar a presidência do Senado. A primeira foi a ex-senadora e atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, pelo MDB. Em 200 anos de história, nenhuma senadora foi eleita presidente do parlamento.

Edivaldo Bitencourt/O Jacaré

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