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sexta-feira, junho 21, 2024

“Há erros grotescos na candidatura tucana”

No sexto mandato de deputado federal, além de discordar da candidatura Marçal Filho à prefeitura o tucano também anuncia disposição para disputar o Senado em 2026

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O deputado federal Geraldo Resende afirmou na manhã desta sexta-feira (7/6) que existem erros ‘grotescos’ em relação a pré-candidatura do PSDB à prefeitura em Dourados, durante visita ao Dourados News. Na ocasião também nunciou a disposição de trocar o plenário da Câmara dos Deputados pelo do Senado Federal a partir de 2027, como o primeiro senador eleito pela região da Grande Dourados

O parlamentar disse ainda aguardar o chamado da direção municipal para participar do processo eleitoral de 2024 e apontar tais situações. “Prefiro discutir isso internamente, porque acho que é o local melhor para se fazer do que a imprensa (…) se não convidar, vou tomar minhas decisões”, disse. O partido trabalha com o nome do radialista Marçal Filho para a disputa eleitoral e o oficializará nas convenções, agendadas entre julho e agosto.  

No dia 15 de março ele foi ‘referendado’ pelos tucanos em evento realizado na Seleta. O ato contou com a participação de diversas lideranças como o ex-governador Eduardo Riedel (PSDB), porém, com exceção do próprio deputado federal. Geraldo também colocou o nome como pré-candidato da legenda. 

Desde então, segundo ele, não tem sido chamado para o debate pela direção municipal do partido, atualmente sob o comando do deputado estadual Zé Teixeira. “Em Dourados, faz um ano que houve intervenção do diretório estadual e a gente nunca foi convidado para discutir a sucessão. Estou acompanhando de longe. Se havia pretensão nossa de colocar nosso nome? Disse várias vezes que não me furto a participar de um projeto, desde que eu seja chamado para fazer parte desta discussão”, relatou em entrevista ao jornal.

No sexto mandato como deputado federal, o parlamentar afirmou que poderia ter usado uma decisão da executiva nacional tucana que dá preferência a quem ocupa o cargo para disputas municipais.  

“Eu poderia avocar uma decisão do diretório nacional do partido e ser candidato em Dourados, mas eu não quero fazer isso. O diretório nacional reuniu e disse que os deputados federais em exercício do mandato têm precedência sobre candidaturas em qualquer lugar do país. Se eu avocasse isso eu seria candidato aqui, é decisão do diretório nacional, mas eu não quero fazer isso”, contou.

Sobre os ‘equívocos’ citados por ele anteriormente, disse observar vários, incluindo aqueles existentes [segundo ele] quando saiu candidato e acabou derrotado por Délia Razuk (atualmente no PSDB), nas eleições de 2016. 

Para o deputado, ‘candidaturas de cima para baixo’ não vingam, sugerindo uma imposição ao nome de Marçal. “Acredito que o partido precisa estar verificando os passos que, no meu entender, estão equivocados. Candidaturas de cima para baixo não vingam, acho que temos muitas dificuldades nesses processos. (…) Há erros grotescos em relação a candidatura do partido em Dourados. Prefiro discutir isso internamente”. 

No final, o deputado não descartou a possibilidade de apoiar uma outra candidatura, mesmo com o partido apresentando nomes no município. “Se não convidar, vou tomar minhas decisões. Como liderança política não posso ficar alheio [a essas decisões]. No momento exato eu vou sinalizar em qual projeto vou embarcar, se o partido entender que minha presença não é importante”.

Senador

No sexto mandato como deputado federal, Geraldo Resende (PSDB) diz ainda na entrevista que trabalhará na construção de um projeto para a disputa do Senado nas eleições de 2026. 

“Vejo uma lacuna que Dourados não conseguiu construir [candidatura ao Senado]. E vou discutir, tão logo passe as eleições deste ano, um processo de pré-candidatura ao Senado com viés à defesa de grandes projetos do interior do Estado. Acho que Dourados há muito tempo deixou passar o processo de uma construção de candidatura a senador à região, para a fronteira e Conesul e que tenha também laços importantes com a capital. E vou me colocar na tarefa de construir essa pré-candidatura em 2026”, afirmou. 

Nas próximas eleições gerais, as vagas ao parlamento atualmente ocupadas por Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Throniche (Podemos) estarão em disputa. 

O deputado diz não haver empecilho para continuidade projeto tucano, mesmo com o ex-governador Reinaldo Azambuja também postulando uma das vagas.

“Nós temos duas vagas em 2026. Então eu, logicamente, não quero prejudicar o ex-governador que é meu candidato “número 1”. Mas temos dois votos, um que vou defender o Reinaldo, que de longe é o político mais comprometido com o Mato Grosso do Sul em termos de ter mudado a realidade do Estado e tem todas as condições de ser o senador. Mas, tem demonstrado aqui e acolá que pode inclusive não ser candidato. E aí estou me colocando como pré-candidato, porque temos dois votos. Eu não preciso sair do partido, podemos lançar dois candidatos. Mas, se tiver dificuldade…”, contou, deixando a possibilidade de troca de partido em evidência. 

Adriano Moretto/Dourados News

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