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sábado, julho 20, 2024

Anarandà vai representar MS na Alemanha

Cantora indígena da etnia Guarani Kaiowá é da Aldeia Amambai, mas mora em Dourados, onde estuda

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A cantora sul-mato-grossense MC Anarandà, indígena da etnia Guarani Kaiowá embarca essa semana para um show no Festival Theaterformen que acontece na cidade de Braunschweig, na Alemanha. O Festival internacional de música, teatro e dança tem direção artística de Martine Dennewald e foi criado com o objetivo de abrir espaço para as perspectivas que raramente são visíveis e audíveis, e que questionam as estruturas de poder existentes com uma reflexão crítica à discriminação.

Anarandà é a primeira cantora indígena do estado a se apresentar na Europa, o show que acontece no dia 22 de junho às 21h, no palco Gartenhaus Haeckel, localizado no coração da programação Ko’eyene, artisticamente projetado por Gustavo Caboco, também recebe músicos de outras comunidades indígenas do mundo como os Qom, Shipibo-Konibo e Sámi. 

“Quando eu e minha equipe recebemos o convite ficamos imensamente felizes. É a realização de um sonho levar minha voz, minhas letras, a história do meu povo para o mundo. Vou atravessar o oceano para dizer que nós aqui os Guarani Kaiowá somos resistência, ancestralidade, arte, cultura e luta. E, eu sei da minha responsabilidade de representar muitas mulheres, levo no canto e no coração as Nhadesys, anciãs, rezadeiras, que vieram antes de mim e hoje são minha fortaleza. Elas, e todos que acreditam no meu trabalho, estarão naquele palco comigo, e vai ser lindo representar o MS”, comentou a cantora que sobe no palco acompanhada da multi-instrumentista campo-grandense Kezia Miranda.  

“Para mim, a Anarandá surge como expoente da Música Contemporânea. Como mulher, advogada e sul-mato-grossense, conhecedora dos desafios da luta pela proteção dos direitos dos Povos Originários, sinto um enorme privilégio em poder acompanhar a trajetória dessa artista incrível, e tenho absoluta convicção que o Brasil estará muito bem representado no Festival Theaterformen, na Alemanha”, comentou Kezia. 

Realizado também em Hannover durante onze dias, o Festival busca propiciar outras formas de coexistência imaginadas que podem ser transferidas para as práticas cotidianas. Financiado publicamente, busca ainda colaborar com a sociedade urbana e os artistas de forma sustentável, abrindo espaço para a arte emergente que levanta importantes bandeiras de luta em todo o mundo. 

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