17.5 C
Dourados
sábado, julho 20, 2024

A sucessão de Alan Guedes, na dependência de Gianni Nogueira e de Marçal Filho

Tanto o radialista tucano como a advogada bolsonarista ainda dependem de consenso partidário para saírem candidatos

- Publicidade -

A exatos vinte e três dias para o início das convenções que vão definir as coligações e candidatos a prefeito e vereadores o eleitorado douradense ainda espera, ansioso, para saber em quem votar. De certeza, até agora, apenas que o prefeito Alan Guedes (PP) é candidatíssimo à reeleição. Quanto aos demais partidos e candidatos, tudo depende, ainda, de muitas marchas e contramarchas. Marçal Filho (PSDB) continua uma incógnita, pelo seu histórico como “cavalo paraguaio” e, mais, pelo tanto de penas que ainda voam do ninho tucano. Da mesma forma a coqueluche da disputa, Gianni Nogueira (PL), recém-lançada pré-candidata, mas pairando no ar a dúvida de que seria apenas um balão de ensaio, até que o maridão Gordinho do Bolsonaro acerte sua vida com Alan Guedes ou com os tucanos. Até mesmo a já colocada pré-candidatura do professor Tiago Botelho (PT) ainda gera desconfiança, já que seu partido tem até uma secretaria na administração municipal e alguns próceres petistas, como deputado e ex-governador Zeca Orcírio e seu sobrinho, deputado federal, Vander Loubet (PT) não escondem o interesse pela continuidade da administração Alan Guedes. Os demais, Bela Barros (PDT), Ferrinho (DC), Junior Teixeira (PRD) e Racib (NOVO), tudo conto da Carochinha, por mais legítimas que sejam as pretensões.

Pau que bate em Chico… – A propósito, a segunda “amarelada” do ex-governador André Puccinelli para disputar a prefeitura de Campo Grande acabou acendendo o sinal amarelo para a recém-lançada pré-candidatura de Gianni Nogueira. Prestemos atenção no que disse o italiano ao jogar toalha: “O apoio do PL não se materializou. Valdemar da Costa Neto foi categórico ao afirmar que o partido já havia se comprometido com a senadora Tereza Cristina, alinhando-se assim à reeleição da prefeita Adriane Lopes (PP)”, reforçando que “o presidente do PL, foi taxativo em dizer que Bolsonaro já tinha assumido a palavra com a senadora Tereza e que apoiaria a quem ela indicasse,” relatou Puccinelli.

… bate em Francisco – Este Valdemar da Costa Neto aí é o presidente nacional do PL, de Bolsonaro, que estaria por trás da pré-candidatura de Gianni Nogueira em Dourados. Pela lógica da coisa, se Bolsonaro assumiu a palavra de apoiar a candidata à reeleição do PP em Campo Grande, da prefeita Adriane Lopes, por que seria diferente com o projeto de reeleição de Alan Guedes, prefeito do mesmo PP, do segundo maior colégio eleitoral do estado?

Irmandade – Nenhuma novidade para quem acompanha os bastidores da política aqui neste site. No final do ano passado, foi noticiado aqui o encontro de Alan Guedes com Jair Bolsonaro, na sede do mesmo PL, em Brasília, oportunidade em que o prefeito ouviu do ex-presidente que ele não via razão para o seu PL não caminhar junto com o PP da senadora Tereza Cristina. “Somos mais que aliados, somos partidos irmãos”, disse Bolsonaro a Guedes naquela ocasião.

De cima pra baixo – Para o melhor entendimento dessa amarração política, lembrando que o encontro entre Alan Guedes e Bolsonaro em Brasília foi agendado pelo presidente nacional do partido do prefeito, o PP, senador Ciro Nogueira, nada mais nada menos que chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro.

Laço histórico – Lembrando que Alan Guedes foi levado até Bolsonaro por um cicerone cujo papel na política diz tudo quando se trata de confiança e intimidade com o ex-presidente: ninguém mais ninguém menos que o tenente Portela, seu companheiro de caserna quando serviram ao Exército em Nioaque, por ele indicado como primeiro-suplente da mesma senadora Tereza Cristina, que foi ministra da agricultura, pecuária e abastecimento do governo bolsonarista.

Pequeno detalhe –  Aos ainda incrédulos, lembrando também que Alan Guedes é prefeito e candidato a reeleição de Dourados, um dos polos do agronegócio do Brasil, daí a explicação, óbvia, do apoio da senadora Tereza Cristina, que é sua companheira de partido e que foi ministra da Agricultura, para não fazer feio nas urnas justamente na terra de seu Marcelino, até por sua condição de presidenciável, do mesmo Bolsonaro.

(Des) alinhamento – Por fim, para quem argumenta que a senadora Tereza Cristina é aliada política de Reinaldo Azambuja e seu sucessor Eduardo Riedel, que em Dourados apoiariam o radialista Marçal Filho, importante anotar que em Campo Grande ela também é adversária ocasional de ambos, apoiando, por questões partidárias, a reeleição da prefeita Adriane Lopes – assim como Alan Guedes, em Dourados, do seu PP – contra o tucano Beto Pereira.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-