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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Irmão do rei Charles III  é preso, no caso Epstein

Agentes à paisana chegaram ao Wood Farm, em Sandringham, pela manhã

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A polícia britânica prendeu o ex-príncipe Andrew na manhã desta quinta-feira, dia do seu 66º aniversário, por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” durante o período em que atuou como enviado comercial, em uma acusação relacionada ao caso Epstein. A crise de má conduta pode resultar em prisão perpétua.

A polícia de Thames Valley, onde fica a residência Royal Lodge, imóvel em que Andrew Mountbatten-Windsor — como ele deve ser chamado após perder seus títulos aristocráticos —.morou até recentemente, confirmou em um comunicado a detenção, que havia sido antecipada pela imprensa britânica. Ele foi preso após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham, no condado de Norfolk.

“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.

Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h (no horário local). Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira. Segundo o comunicado da polícia, operações de busca estavam em curso em endereços em Berkshire e Norfolk.

Informações confidenciais

Em 11 de fevereiro, novos documentos vieram à tona parecendo indicar que o irmão do rei Charles III repassou informações confidenciais ao financista aJeffrey Epstein. O Ministério Público informou que está “em contato” com a polícia sobre as suspeitas. O ex-príncipe, hoje afastado da vida pública, era então representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011.

Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. O e-mail é mais um dos documentos, também incluídos nos arquivos Epstein, que sugerem que, no mesmo ano, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho a China, Cingapura e Vietnã.

Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025. Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II. Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.

O Ministério Público também está em contato com a polícia de Londres na investigação aberta sobre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico em Washington, suspeito de ter repassado documentos confidenciais a Epstein.

Nota da polícia, na íntegra

“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.

O homem permanece sob custódia policial neste momento.

Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.

O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.'”

O Globo — Londres

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