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segunda-feira, março 2, 2026

Nova Avenida dos Ipês redesenha paisagem na região sudoeste de Dourados

Com duplicação, ciclovia e plantio de ipês-rosa, revitalização da Avenida Aziz Rasselen transforma a paisagem urbana às margens do Parque Antenor Martins e consolida novo eixo de mobilidade na região sudoeste de Dourados

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Quem passa hoje pela região sudoeste de Dourados talvez não se lembre — ou prefira esquecer — como era aquele trecho da Avenida Aziz Rasselen antes das máquinas chegarem. O que antes era uma via comum, marcada pelo fluxo desorganizado e pelo contraste entre o movimento intenso e a paisagem pouco convidativa, agora começa a assumir contornos de eixo estruturante, daqueles que redesenham não apenas o trânsito, mas a percepção da cidade sobre si mesma. A duplicação e revitalização da avenida, inaugurada na manhã de sábado (28) pelo prefeito Marçal Filho, com a presença do governador Eduardo Riedel, não representa apenas mais uma obra entregue no calendário administrativo: simboliza uma mudança concreta na paisagem urbana às margens do Parque Antenor Martins.

A transformação é visível. O asfalto novo se estende por 9.337,13 metros quadrados, a drenagem foi ampliada, bocas de lobo e poços de visita foram implantados, calçadas reconstruídas, meio-fio refeito, 2.728,92 metros quadrados de pavimento restaurados e, como se não bastasse a funcionalidade, veio também o cuidado estético: grama plantada, estacionamento reorganizado, ciclovia implantada ao longo da via e um acabamento urbanístico que dialoga diretamente com o Parque do Lago, um dos espaços mais frequentados por famílias, ciclistas e caminhantes da cidade. A Aziz Rasselen deixa de ser apenas corredor de passagem e passa a se comportar como extensão qualificada do parque.

E há um gesto simbólico que talvez explique melhor o espírito da obra do que qualquer planilha: o plantio de mudas de ipê-rosa logo após o corte da fita inaugural. Ao lado do governador, do vice-governador, parlamentares e vereadores, o prefeito ajudou a fincar no solo as primeiras árvores que devem transformar o trecho na futura Avenida dos Ipês — um corredor florido que, quando as copas estiverem maduras e o rosa tomar conta da paisagem, dará à cidade um novo cartão-postal. Não é apenas paisagismo; é intenção urbanística. É a tentativa de construir identidade visual onde antes havia apenas asfalto.

Nova Avenida dos Ipês redesenha paisagem na região sudoeste de Dourados
O prefeito Marçal Filho anunciou que toda extensão da nova Via Parque, será nominada de Avenida dos Ipês. Foto: A. Frota

Do ponto de vista da mobilidade, a intervenção cria uma ligação eficiente entre o Aeroporto Regional, a BR-463 e o Hospital Regional, além de integrar bairros e preparar a conexão com a via parque que seguirá até a Vila Roma, com acesso facilitado à saída para Ponta Porã. O impacto é técnico, mas também simbólico: a cidade começa a se organizar por eixos que dialogam entre si, rompendo a lógica de crescimento fragmentado que historicamente marcou sua expansão.

Com investimento total de R$ 7,55 milhões — sendo pouco mais de R$ 2 milhões de contrapartida municipal — a obra também levou asfalto à Rua Antônio Emílio de Figueiredo e reorganizou um dos entornos urbanos mais movimentados da cidade. A presença do governador na inauguração reforçou o discurso de parceria institucional, com elogios à organização da cidade e anúncios de novos investimentos nas áreas de saúde e infraestrutura, incluindo recapeamentos e pavimentação de bairros aguardados há décadas. Mas, para além da fala política, o que salta aos olhos é a materialidade da mudança.

A Aziz Rasselen já não é a mesma. O traçado permanece, mas a paisagem mudou. E quando a paisagem muda, muda também a forma como o cidadão experimenta o espaço. A duplicação não apenas organiza o fluxo de veículos; amplia a segurança de ciclistas e pedestres, valoriza o Parque do Lago e redesenha a entrada daquela região da cidade. O que antes era apenas caminho agora começa a se afirmar como destino.

Talvez daqui a alguns anos, quando os ipês florescerem simultaneamente e tingirem de rosa toda a extensão da via, poucos se lembrarão do antes. E esse é, no fundo, o sinal mais claro de que a transformação urbana cumpriu seu papel: quando a nova paisagem se torna tão natural que ninguém mais consegue imaginar que um dia foi diferente.

C/ASSECOM-PMD

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