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quinta-feira, julho 2, 2026

O jornalismo e as pesquisas que incomodam

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08/12/2010 – 16:12

O deputado Geraldo Resende (PMDB, atualmente) entrou na onda daqueles para quem a imprensa só é séria quando lhes convém, subserviente, pois; dos colunistas “políticos” lambe-botas ou dos colunistas sociais cujas páginas só fazem paparicar os poderosos de plantão com fotos de rostinhos colados com suas amadas (algumas amantes, apenas). Mais “séria”, ainda, esta “imprensa”, quando publica seus releases “na faixa” ou num precinho camarada, quando não em troca apenas de uma cervejinha no bar da esquina.

Ontem em seu Twitter, o microblog que é a sensação entre celebridades, Geraldo agrediu o que chamou de “setores serviçais” da imprensa. Para mim não serve a carapuça, pois se o blog esteve a serviço de alguém desde que me libertei das redações dos impressos, um dos grandes beneficiados foi o próprio Resende, pela amizade que nos une desde os primórdios de nossa juventude na boa e velha folha de dourados, aos tempos de Theodorico Luiz Viegas. Se o blog não é serviçal, será então que a bronca de Resende é com Antonio João Hugo Rodrigues, do Correio do Estado, só porque andou escrevendo, com base nas pesquisas do Ibrape, de Paulo Catanante, que Murilo Zauith é imbatível nas eleições extemporâneas que vêm por aí?

Geraaaaaaaaalllllldo… Tome tento Excelência! Ou quer que eu e “Toninho Malvadeza” concordemos que realmente chegou a sua vez e que não tem pra ninguém?

Faço questão de publicar o twitte (acima) de Geraldo Resende e uma propaganda (abaixo) de página inteira do Ibrape no Correio do Estado de hoje sobre o acerto (de acertar nos resultados e não com o cliente para publicar números que lhe favorece) na última eleição para governador em vários estados brasileiros, porque já tem pesquisa nova na praça e, até onde estou sabendo, Geraldo já foi ultrapassado pela prefeita interina Délia Razuk, isto, no PMDB, porque o líder disparado na disputa pela prefeitura continua sendo o democrata Murilo Zauith. Até porque, é bem possível que Geraldo procure a “imprensa” verdadeiramente serviçal para publicar os seus números, mas, aí, ele que se explique quando da abertura das urnas, se é que o PMDB vai lhe dar legenda.

 

DIREITO DE RESPOSTA CONCEDIDO AO

DEPUTADO FEDERAL GERALDO RESENDE

 

Direito de resposta ao deputado federal Geraldo Resende ao post “O jornalismo e as pesquisas que incomodam”, conforme acórdão da 5.ª Turma Cível, ao Agravo – N.º 2011.009302-3/0000-00 – Dourados, proferido em 5 de maio de 2011 e publicado em 10 de maio de 2.011.

 

         Ao dizer que entrei na onda “daqueles para quem a imprensa só é séria quando lhes convém”, o blogueiro Valfrido Silva faz um juízo de valor cuja unidade de medida, talvez seja o seu próprio caráter, e não o meu. Sempre valorizei o trabalho da imprensa séria e imparcial. Sou fruto da informação e da convivência com profissionais da comunicação desde garoto, pois trabalhei, nessa fase, em jornais como “O Progresso” e “Folha de Dourados”. Mas isso não quer dizer que tenho medo daqueles que usam de seus espaços para atacar gratuitamente quem não lhes dá o famoso “jabá”.

         Na verdade, por ser um deputado de poucas posses tenho sido, ao longo de minha vida, vítima de setores da chamada “imprensa marrom”, ou seja, de críticas ou da falta de espaço para divulgar meu trabalho quando não pude fazer, com tais veículos, contrato de divulgação.

 A verdade é que, no mesmo período em que divulguei o texto citado pelo blogueiro no meu twitter, estava sofrendo uma campanha violenta de alguns setores da imprensa, com o objetivo de diminuir meu trabalho e de enfraquecer minha pré-candidatura, que estava posta, a prefeito de Dourados.

Disse, na oportunidade que algumas pessoas queriam fazer aquilo que a ditadura não conseguiu: cassar meus direitos políticos. Falei, ainda, que minha eventual candidatura seria legitimada pelo mais sagrado instrumento de conquista do poder, que é a democracia.

Salientei que quando o PMDB se propôs a realizar uma pesquisa para avaliar os seus pré-candidatos, estava utilizando uma ferramenta democrática. “Se o nome apontado não for o meu, terá o meu apoio incondicional, da mesma forma que vou cobrar dos companheiros, caso seja eu o escolhido”, afirmei, na oportunidade.

Critiquei sim, a realização de pesquisas que considerei “artificiais”, que apontavam que eu tinha alta rejeição e pouca aceitação, pois ao longo de quase 20 anos de vida pública, minha votação foi sempre crescente em Dourados. E essa constatação foi corroborada pela pesquisa que o governo do Estado mandou fazer onde ficou claro que meu nome era o que tinha menor rejeição, entre todos os pré-candidatos.

Se não fui candidato, naquela oportunidade, foi porque cedi aos apelos de meus eleitores douradenses e da região, que apontavam que o momento de disputar a Prefeitura de Dourados não era aquele, pois perderiam um dos deputados mais trabalhadores e que mais recursos trouxe para o Município e para o Estado.

 Inserido em 09/06/2011, às 22h18

 

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