04/12/2010 – 10:12
Zauith, já “em campanha” para a prefeitura, enquanto não aparece adversário.
Eles se locupletaram, chafurdaram-se na soberba e na prepotência. Para falar o português claro, meteram os pés pelas mãos, roubaram à vontade, pelo quê foram presos e serão, ainda, julgados pela Justiça. Uns, renunciaram, para fugir do processo de cassação dos mandatos, com o que ganharam a liberdade provisória. Os que não renunciaram, certamente serão cassados e, assim, Ari Valdecir Artuzi e sua caterva serão apenas uma página virada e de triste lembrança no livro da história da terra de seu Marcelino.
O resultado desta lambança toda é que Dourados terá que fazer eleição direta para a escolha de um novo prefeito. E, muito mais que nomes, o importante agora é o perfil do administrador que a cidade precisa para recuperar o tempo perdido. Se nas eleições de 2008 o povo mandou um recado à classe política, transformando um bronco e semianalfabeto como o Valdecir em maior fenômeno eleitoral da história, a hora, agora, é de se penitenciar pelo mico, assumir que errou e escolher alguém que não vá dor de cabeça logo ali na frente. De preferência alguém que não tenha a ficha suja ou qualquer tipo de envolvimento com as quadrilhas que acabam de ser desbaratadas pela Polícia Federal e que havia anos imiscuíam-se no poder.
Pobre Dourados “cintilante, de labor e anseios mil, no futuro confiante, lindo oásis do Brasil”, como imaginava o simplório Armando da Silva Carmelo ao compor a letra do hino da cidade. Depois da fama de cidade mais suja do Brasil, da pecha de “Portal do Inferno”, pelo banditismo da virada desta década, não bastasse sua localização “privilegiada”, na rota do narcotráfico internacional, ainda ter de aguentar Valdecir e sua gangue.
Menos mal que entre os vários nomes que despontam como prováveis sucessores do Valdecir está o de um destes brasileiros que não desistem – Murilo Zauith, um dos empresários mais bem sucedidos do Estado, que se encaixa perfeitamente no perfil que Dourados vai precisar para sair deste atoleiro e, melhor ainda, que sempre sonhou ser prefeito. Não por coincidência é o líder das pesquisas. Companheiro de primeira hora de André Puccinelli, de quem é vice-governador, ele já etá “em campanha”, aguardando apenas pela definição do ou dos adversários. O mesmo Murilo que dois anos atrás fez um terrível vaticínio: “se Roma teve Nero, Dourados tem agora o Valdecir”.
Depois da tempestade que provocou tantos incêndios, que os douradenses ergam as mãos para o céu e agradeçam pela disposição de Zauith em concorrer, depois de tantos revezes (pra não dizer sacanagem) políticos. E que não deixem de avaliar outras boas opções, como as que o PMDB põe à mesa, por exemplo, onde se destacam os nomes do engenheiro Antonio Nogueira, dos deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho, sem contar a prefeita interina Délia Razuk que, como diria nosso lendário Laquicho, até aqui vai bem. Que se habilitem outros nomes, mas de gente competente e, se não for pedir muito, de gente honesta e trabalhadora. E que venha, pois, a bonança!
