26.4 C
Dourados
quinta-feira, julho 2, 2026

Para “vidente” douradense Dilma Rousseff, “se tomar posse”, não termina o governo

- Publicidade -

26/11/2010 – 08:11

O governador André Puccinelli não deve ter entendido quando o puxei pelo braço para cumprimentar um cidadão no meio do povão, no dia em que esteve em Dourados para o lançamento da Perimetral Norte, no início deste ano. Apresentei-o como seu fã, informando tratar-se de um dos últimos remanescentes da família dos Urbanos, pioneira da região do Guassu, que Puccinelli conhece como a palma da mão, pelo grande número de atendimentos que por ali fazia quando aportou ao Estado como médico-cirgião recém-formado. Valdecir ainda reinava, mas estava com os dias contados, pelas previsões de seu Rubens Viana que, mesmo emocionado pelo forte aperto de mão do governador não deixou de lamentar o fato de André estar em tão má companhia.

Ontem à tarde, pegando a Monte Alegre depois de uma visita a meu mano Vivaldo, que arruma as malas para voltar a pastorear suas ovelhas presbiterianas em Rondônia, vejo tio Rubens sentado debaixo de um Oiti, folheando um jornal, à espera dos fregueses para o barzinho que toca com a filha Rosely, com o sugestivo nome de Fênix. Goela seca, desci do carro na esperança de que me acompanhasse numa geladinha, mas ele foi logo dizendo que depois da última sapituca decidiu parar definitivamente. E nem me deu tempo de pedir a cerveja e foi desabafando, com previsões das mais sombrias para o Brasil de Dilma Rousseff.

Passando a mão no peito, como se alguma coisa lhe “apertasse” o coração o filho do velho Gelista não teve meias palavras: “eu acho que não demora e estoura uma nova revolução, mais braba ainda que a de 64”. Diante de meu espanto, e sem me dar direito a apartes, foi despejando suas previsões, uma pior que a outra: “isso que está acontecendo no Rio é só o começo do que vem por aí; eu acho até que a Dilma nem toma posse”. “E se tomar posse não governa”, sentenciou.

Antes que alguém o procure para consultas, vou logo avisando. Meu tio Rubens não é macumbeiro, não vive de quiromancia; muito pelo contrário, é um trabalhador braçal, carpinteiro dos bons que, aos setenta e lá vai fumaça pensa em voltar ao batente depois que se recuperar das dores nas costas. Tudo o que sabe é porque é daqueles que se acostumou a pular cedo da cama para ouvir os grandes jornais falados das rádios Guaíba, Farroupilha, Bandeirantes e, claro, da Rádio Clube, nos tempos em que “Fatos e Notícias” era produzido pelo sobrinho preferido. Mantém o hábito até hoje, mas “como não se faz mais rádio como antigamente”, procura se informar pela TV. Lê alguma coisa em jornal, mas o que gosta mesmo é de ler o blog do mesmo sobrinho.

Interessante é que tio Rubens, além das coisas “do arco da velha” que gosta de relembrar, é daqueles que está sempre cheio de novidades, e das boas, para contar. Ontem, por exemplo, usou como argumento para suas sinistras previsões uma notícia que leu “não sabe onde” segundo a qual a Taurus do Brasil nunca vendeu tanto revólver como agora. Mas para o Paraguai, faz questão de frisar, insinuando que é pelo país hermano que os “tres-oitões” são reintroduzidos no Brasil . E, com seu feeling apuradíssimo, acrescentando: “todo esse armamento (não explicou se o da polícia ou dos traficantes) pesado usado no Rio de Janeiro é mandado pelo Chaves”, uma referência ao presidente venezuelano, amigo de Lula da Silva.

Pode ser até que o carpinteiro Rubens Viana, um brasileiro comum, não esteja certo – e temos que torcer para que não esteja – mas para um povo que é obrigado a conviver com as bravatas do torneiro mecânico que virou presidente, não custa se prevenir. Afinal, como ele mesmo diz, o seguro morreu de velho e o Valdecir, como ele bem disse, já foi para as cucuias. Que a fada madrinha, pois, ponha “as barbas” de molho.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-