10/11/2010 – 08:11
O ex-prefeito e deputado estadual eleito Laerte Tetila (foto) publica hoje na imprensa escrita uma nota de esclarecimento quanto à condenação que lhe foi imposta pelo juiz José Carlos de Souza por ter cometido “crime” na contratação de servidores públicos por prazo determinado e de uma cooperativa de prestação de serviços de limpeza pública, ainda durante o seu primeiro mandato. Tetila diz que vai recorrer da decisão e tranquiliza seus eleitores e aos douradenses quanto à assunção do mandato.
O ex-prefeito esclarece que os contratos temporários foram para atender necessidades essenciais e afastamentos de servidores públicos concursados e, assim, não interromper a prestação dos serviços à população, sobretudo na área da educação. Quanto a contratação da cooperativa de serviços de limpeza, segundo a nota do agora deputado eleito petista, na realidade não houve contratação direta por parte da prefeitura. “Houve a cessão de contrato da empresa prestadora dos serviços que efetuava a limpeza da cidade para uma cooperativa, sendo que havia previsão legal para este ato”, defende-se Tetila.
Em tempos de Owari e Uragano, com a autoestima da população douradense abaixo de rabo de cavalo, como diria o deputado Dagoberto Nogueira, era só o que faltava – a justiça condenar um ex-prefeito, dos melhores que Dourados conheceu, diga-se, que pode até ter lá seus pecadilhos, mas não tantos a ponto de ter seus direitos políticos cassados.
Que esta justiça mantenha o Valdecir no Presídio Federal, como vizinho de Fernandinho Beira-Mar, vá lá, ele fez por merecer, pois foi com muita sede ao pote; que relute em mandar soltar o vice-prefeito Carlinhos Cantor, dá para compreender, também, afinal, ele fazia parte do bando, mas daí a cassar os direitos políticos de um ex-prefeito que acaba de virar deputado, portanto, aprovado novamente nas urnas, e, pior, às vésperas da diplomação, é o fim da picada!
