22/09/2009 – 20:09
Foto: Cogecom
Desta vez a assessoria de André Puccinelli foi rápida no gatilho e, ao contrário das vezes anteriores, em que ele extrapolou o limite daquilo que José Sarney chama de liturgia do cargo, conseguiu com que voltasse atrás numa declaração polêmica. Afinal, desta vez o ofendido foi um ministro do Governo Lula. E antes que a casa viesse abaixo lá estava um Puccinelli, visivelmente constrangido, encarando a imprensa para dizer que a história não é bem assim, que tudo não passou de uma brincadeirinha, que não queria ofender os homossexuais. E, pasmem!, pediu desculpas.
O dia deve ter sido tão ataordoado que Puccinelli não quis nem mesmo usar um porta-voz para ler a nota oficial em que pede desculpas pelo que considerou inapropriado. Fê-lo, como gosta de dizer, ele mesmo. Detalhe curioso: diferentemente do seu dia-a-dia, quando usa roupas com predominância do azul, hoje, desde cedo, estava com uma camisa manga-longa com a sugestiva cor rosa. Sim, numa tonalidade muito próxima das que se sobressaem no arco-íris que sempre marca as paradas da diversidade. Seria o caso de se perguntar: será que foi mesmo só mais uma derrapada verbal ou tudo de “causo pensado”, como diz o matuto.
Veja a nota com o pedido de desculpas:
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, tendo em vista a divulgação de declarações do governador André Puccinelli e que se referiam ao ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, lamenta a conotação de ofensa a elas atribuídas, pois foram feitas em ambiente diverso, e, antecipando-se a qualquer outra conotação, esclarece que as críticas restringem-se ao ambiente do debate técnico e político dos assuntos que dizem respeito aos interesses de Mato Grosso do Sul e ao Ministério do Meio Ambiente. Quaisquer outros desdobramentos devem ser entendidos como inapropriados e, na hipótese de terem gerado ofensa ao Ministro, o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul apresenta seu pedido de desculpas”.
