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A elba do Collor e o Guilhermo do Artuzi

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19/08/2009 – 10:08

Todos os dias prometo a mim mesmo que vou dar um tempo, parar de escrever sobre o Valdecir. Mas o que posso fazer se o homem está na crista da onda, na mira da polícia, do Judiciário, não se contentando em pisar num só tomate, mas parecendo disposto a espalhar catchup por onde passa? Não tenho culpa se ele é o prefeito e, como tal, alvo preferencial do noticiário. Veja, por exemplo, a matéria principal da terceira página de O Progresso de hoje: “MPE pede cassação de Ari e vereadores”. E olha que não é, ainda, por causa dos processos das operações Owari e Brothers, que nem chegaram ao Fórum. Apenas mais uma questãozinha aí de improbidade administrativa, pela contratação irregular de um funcionário. Um aperitivo, apenas, para que os advogados oficiais comecem a fazer aquecimento.

Tudo bem. É só a contratação irregular de um privilegiado funcionário, um tal de Guilhermo, que recebia três salários, um da prefeitura, um do governo do Estado e outro da Câmara. Mas quem se lembra da origem da derrocada do Presidente Fernando Collor de Melo? Uma simples perua elba! Foi a pedra de toque do processo de impeachment. Claro que ao longo das investigações se descobriu que Collor, através de PC Farias, parecia disposto a ficar com o Brasil pra ele, comprando empresas como a Vasp e não dando bolas para o Congresso Nacional, seu erro capital. Mas começou assim, com o que parecia ser uma bobagem.

Embora as diferenças sejam oceânicas entre Collor e Valdecir, pelo menos duas coisas eles têm em comum: a sede com que foram ao pote e a arrogância. Collor caiu pelo nariz empinado. Artuzi vai cair porque se faz de desentendido, além de ser, também, arrogante a ponto de não querer aprender a lição e de não mudar as práticas. Uma hora a casa cai.

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