21/02/2009 – 09:02
“Olha o Artuzi aí geeeente!”. Que mancada prefeito! Logo V. Excia, chegado num bailão e tão afeito a factóides, como é que perde uma oportunidade dessas, de desfilar com seu bloco (os descamisados do Canaã) de secretários em plena Marcelino Pires?
Ao cancelar esta que é a maior festa popular do Planeta o prefeito Ari Artuzi perde sua primeira grande oportunidade de provar que está realmente preocupado com os mais pobres. Afinal, não há mais quem se atreva a contestar o fato de que o Carnaval é uma das mais rentáveis indústrias “made in Brasil”, indústria que gera emprego, renda e, de sobra, muita alegria ao povão.
Tudo bem que o tempo era curto, mas pra quem tinha a eleição como favas contadas não custava ter pensado nisso, e incluído os folguedos de Momo como uma das prioridades do tão festejado plano de governo.
Uma vez no governo, dá-se o desconto por tudo o que se informou da situação em que foi encontrada a prefeitura, mesmo assim, com um pouquinho de humildade e de boa vontade, era só ter dado uma forcinha para a Grande FM e a festa estava feita.
Ocorre que, quando de sua primeira visita à emissora de Antonio Tonanni, depois de eleito, em vez de procurar estreitar relacionamento, Artuzi se preocupou apenas em pedir a cabeça de repórteres que não falam sua língua, perdendo a oportunidade de estabelecer uma grande parceria.
E assim, Dourados ficou sem seu já tradicional carnaval de rua. Para os mais chegados numa folia, o jeito é atravessar a ponte do rio Dourados e cair no samba na terra de tia Hilda Salgado.
Pelo andar da carruagem, o que vai rolar por aqui, nesses quatro anos, deve ser só mesmo a melodia do “Samba do Crioulo Doido”, com letra diferente daquela concebida pelo irreverente Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta.
