23/02/2009 – 12:02
Na ânsia de estar sempre na mídia, o deputado Geraldo Resende pode acabar comprometendo sua terceira reeleição, uma vez que joga contra o próprio patrimônio quando conclama o eleitorado da região da Grande Dourados a cerrar fileiras em torno de seus candidatos. Esse negócio de querer forçar o eleitor a votar nos tais pratas da casa é um raciocínio político dos mais idiotas, afinal, não vivemos numa democracia? Além do mais Resende é um dos maiores beneficiados com votos de outras regiões, até porque, se dependesse da votação de sua base eleitoral jamais teria conseguido chegar ao Congresso Nacional.
Imagine o estrago caso os adversários resolvam distribuir por aí, onde Resende gosta de garimpar votos, as manchetes dos jornais douradenses de hoje, onde ele defende a união dos candidatos locais para 2010.
O que Geraldo e os demais políticos de Dourados precisam é ter competência para, além de arrebentarem a boca do balão aqui, buscarem também seus votinhos lá fora, impondo-se como verdadeiros líderes estaduais, ao invés de ficarem com essa xenofobia eleitoral.
Além disso, o deputado Geraldo Resende precisa, de vez em quando, fazer umas visitinhas aos sites da Justiça Eleitoral, pois não procede a informação de que Dourados já chegou eleger quatro deputados federais. No máximo, foram mandados três representantes para Brasília, em duas ocasiões: 1990 – Zé Elias, George Takimoto e Valdir Guerra, depois, em 2002, quando o próprio Geraldo teve como companheiros de bancada João Grandão e Murilo Zauith.
Quanto aos estaduais, não custa lembrar, Dourados já chegou a ter cinco representantes, como na segunda metade da legislatura 2002/06, com Ari Artuzi, Bela Barros, Humberto Teixeira, Valdenir Machado e Zé Teixeira.
