18.7 C
Dourados
sexta-feira, julho 3, 2026

PMDB tenta se livrar do estigma adesista

- Publicidade -

13/03/2009 – 12:03

Parecia um filme antigo. Imagens em preto e branco, bom texto, na interpretação de atores desconhecidos, uma tentativa de passar a imagem de comuns mortais. E, assim, o PMDB se agarrou com unhas e dentes a seu passado de glórias, contando sua história desde os tempos da resistência à ditadura, passando pelas grandes lutas democráticas, como o movimento das diretas-já, até a elaboração da nova Constituição. Daí pra frente os roteiristas começaram a ter problemas, num grande esforço semântico para tentar mostrar ao Brasil que o PMDB que aí está, a reboque do governo Lula, é o mesmo Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, que nasceu como “manda brasa”, em meados da década de 1960.

O programa partidário exibido ontem à noite em rede nacional de TV até que ficou bonitinho, com destaque para o hino nacional executado em vários instrumentos, como trilha sonora .

A grande sacada dos produtores foi esconder figurinhas carimbadas que continuam mandando no partido, como o presidente do Senado, José Sarney e o manda-chuva do partido em São Paulo, Orestes Quércia.

Lá de cima, Ulysses Guimarães, figura emblemática do partido, não deve ter ficado tão chateado pela forma que partido foi reapresentado ao Brasil, agora como apêndice do PT, até porque Lula foi um de seus grandes companheiros na resistência. O que deve estar lhe incomodando pacas é a nova cara do PMDB, cada vez mais parecido com a ARENA, depois PDS, partidos que deram sustentação ao regime que ele tanto combateu. E o estigma de partido adesista.

 

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-