13/04/2009 – 16:04
Foto: Anita Tetslaff
Como se não bastasse sua condição de eterna coadjuvante do processo político no Mato Grosso do Sul, Dourados agora tem um prefeito que atua por controle remoto: o deputado estadual Ary Rigo (foto), um dos mais hábeis articuladores da política estadual. Depois de bancar a candidatura de seu xará, o também gaúcho Ari Valdecir, e de afastar João Leite Schimidt do comando do PDT, para poder entregar o partido a André Puccinelli, Rigo agora governa Dourados à distância. É o único que tem ascensão sobre o que foi eleito para ser prefeito. O único a quem o eleito ouve. O único, enfim, que manda.
Ary Rigo começou a demarcar território já na campanha eleitoral, dividindo espaços estratégicos com o grupo do PT do deputado Vander Loubet, que vislumbrava ampliar sua área de atuação em Dourados. Afastou pedetistas ligados a Schimidt do comando da campanha, como o presidente local do partido, Sérgio Castilho, e cooptou outros, como Áuro Cesar Caimar, ligado ao ex-vereador Cemar Arnar e Maria Luna, esta, a mais fiel seguidora de Valdecir, até então.
Após a posse de seu pupilo na prefeitura despachou de Campo Grande assessores de sua estrita confiança para cuidar de seus interesses em Dourados, o que tem gerado insatisfação de aliados de primeira hora de Valdecir.
Dois episódios recentes comprovam a força de Rigo: o imbróglio envolvendo uma protegida sua demitida sumariamente por Valdecir, depois reintegrada por ordem sua noutro cargo estratégico e o adiamento das comemorações dos cem dias, para esta segunda-feira, para que ele pudesse estar presente.
