16/04/2009 – 09:04
Como se não bastassem o encanto de sua competente prefeita Simone Tebet e a condição geográfica privilegiada, como lindeira do Estado de São Paulo, Três Lagoas, cujas chaminés da indústria de papel e celulose prometem elevar seu PIB de forma estratosférica, tem, também, um time de futebol que lhe dá o direito de ficar duas horas exposta em horário nobre na Globo. Enquanto isso, Dourados, com seu belo e grandioso Douradão, faz corrente de orações para que seu Sete de Setembro se classifique para a próxima fase do campeonato estadual de futebol, vendo cidades como Ivinhema, Maracaju, Naviraí, Rio Brilhante e até a pequenina Itaporã, deslancharem também neste quesito.
Mas nem tudo está perdido. Ontem durante a transmissão do jogo do Misto de Três Lagoas com o campeão dos campeões, o Sport Club Corinthians Paulista, eis que, de repente, o narrador da Globo, Cleber Machado, como que se apiedando dos douradenses, fez uma menção ao glorioso e lendário Leão da Fronteira, o Ubiratan Esporte Clube, de Faé Bianchi, relembrando sua participação na Copa do Brasil contra o mesmo Corinthians, em 1999. Foram apenas frames de segundos, mas não está bom? Afinal, diria Valdecir, o excelência, melhor aparecer assim, só um tiquinho, do que expor Dourados por mais tempo com índios morrendo de fome ou com os caminhõezinhos de brinquedo do Tetila como prêmio do IPTU, no Jornal Nacional.
Enquanto isso, refresco a memória dos esportistas douradenses com uma foto dos tempos em que a torcida do Ubiratan cantava, na LEDA, o refrão de Jorge Ben “Fio Maravilha… nós gostamos de você”. Adivinhem quem é o repórter, que mais se parece com um astronauta, entrevistando Fio Maravilha? Um picolé de groselha pra quem acertar!
