17/04/2009 – 11:04
Foto: Anita Tetslaff
Quem ouviu o discurso de Murilo Zauith durante a cerimônia de lançamento da Expoagro, na ACED, no começo da semana, deve ter estranhado o tom conciliador, embora, por natureza, o vice-governador seja uma pessoa do bem, de muita paz, de uma paciência até incomodativa, para alguns, e exageradamente gentil e educado com todo mundo. Menos com o Valdecir, de outubro pra cá! Naquele dia, entretanto, ele se referiu a Dourados como “uma grande família”, dizendo que “temos que resolver nossos problemas, aqui, entre nós”, olhando fixamente para o prefeito.
Ontem, durante a visita do governador André Puccinelli eles não chegaram a trocar carícias, embora Valdecir insista em olhá-lo languidamente. Do aeroporto até a cidade o prefeito pegou carona com o vice-governador e, sabe-se lá, o que conversaram, se é que conversaram. Durante a palestra de Puccinelli no auditório da OAB, só não tiveram contato “de pele”, durante quase duas horas, porque o fiel escudeiro Jorginho Dauzacker enfiou-se entre os dois.
Tudo bem que Valdecir seja como um carrapato, como disse o governador durante a palestra, mas será que essa boa vontade de Zauith já não tem alguma coisa a ver com sua determinação de levar adiante o projeto do Senado?
Quanto ao “carrapato” Valdecir, o advogado Isaac de Barros tem uma explicação. Ele lembra que nas calendas canônicas existe São Valdecir, cujos devotos, na região da Calábria, garantem que o dito cujo soluciona inimizades antigas.
Pelo jeito, vai ter muito trabalho este São Valdecir.
