19/05/2009 – 15:05
Foto: Anita Tetslaff
“Cumé qui é, André, o Anel Viário saiu ou não sai?”. “Vou te tomar a Sanesul!”. “Vou apoiar o Murilo pra senador!”. O que será que o prefeito Valdecir cochichou tão sério com André Puccinelli a ponto de obrigar o governador a recorrer ao famoso “nada a declarar” de Armando Falcão, ministro da justiça do governo Geisel? Talvez a manchete da página política de O Progresso de hoje traga a resposta: “André se cala sobre apoio a Murilo”.
Meu avô, seu Gelista, gostava de repetir o velho ditado: “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Parece ser o caso da confusão em que se meteu o governador ao resolver fazer leilão das duas vagas em disputa para o senado no ano que vem.
Ao tentar embaralhar o jogo Puccinelli acabou se embaralhando. Ao flertar com Delcídio do Amaral, do PT, desagradou a turma do velho “manda brasa” simpática à candidatura a reeleição do senador Valter Pereira, já que o também peemedebista Waldemir Moka é tido como o preferido para uma das vagas. Não satisfeito, o governador convidou, também para disputar o senado, o prefeito Nelsinho Trad e a prefeita Simone Tebet. Nenhuma palavra, nem por consideração aos eleitores da região onde começou sua carreira política e que tanto sonha com um senador, mesmo que o candidato agora colocado seja um companheiro de primeira hora, seu vice-governador, Murilo Zauith.
Agora, quando o prefeito Valdecir toma a iniciativa de apoiar a candidatura de Zauith, André emudece. Será que é medo de levar duas sovas seguidas do “animal do pelo curto”? A menos que essa estratégia maluca seja para provocar o surgimento de um tertius, quem sabe alguém do PR, por coincidência, o partido no qual ele filiou seu lugar-tenente Edson Giroto! Se é esse o jogo, ainda mais com Delcídio como segunda opção, o melhor que o governador faz é ficar de bico calado mesmo.
