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domingo, maio 10, 2026

Dino critica tentativa de politizar operação da PF: ‘Foi em defesa da vida de um senador de oposição’

Parlamentares foram às redes para comentar a operação da Polícia Federal que prendeu nove pessoas

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, criticou tentativas de politização da operação da Polícia Federal para prender um grupo criminoso acusado de planejar a morte e autoridades brasileiras, entre elas, o senador Sergio Moro (União-PR). Dino cobrou seriedade de políticos que foram às redes após a operação da Polícia Federal que, até o momento, prendeu nove pessoas — outras duas seguem foragidas.

— É vil, leviana e descabida qualquer vinculação a esses eventos com a política brasileira. Eu fico realmente espantado com o nível de mau caratismo de quem tenta politizar uma investigação séria. Investigação essa que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo — afirmou Dino.

Após a ação da PF vir a público, políticos comentaram sobre o fato nas redes sociais. Entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-procurador da Lava-Jato e atual deputado federal, Deltan Dallagnol (PODE-PR), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Em seu Twitter, Dallagnol parabenizou as autoridades envolvidas na investigação e alfinetou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Chocado, indignado e motivado a lutar ainda mais contra o crime. Minha total solidariedade a Sergio Moro e sua família, pessoas de honra que querem e lutam por um Brasil melhor. Os criminosos quererem vingança. Querem ‘ferrar’ Sergio Moro, cada um com suas armas”, escreveu Dallagnol.

No Twitter, o senador Flávio Bolsonaro também fez ilações, afirmando que “diante de tantas notícias, ameaças e xingamentos, hoje acordei com uma dúvida: ‘quem queria matar Moro?’ “, disse o senador. Outros parlamentares também foram às redes.

Cobrança por seriedade

Em uma entrevista ao site Brasil 247, na terça-feira, Lula mencionou que quando estava preso afirmou a procuradores que só ficaria bem quando prejudicasse Moro.

— De vez em quando entravam 3 ou 4 procuradores lá para perguntar se estava tudo bem. E perguntavam: “está tudo bem?” Eu falava: “não está nada bem. Só vai estar bem quando eu f… esse Moro”— disse Lula.

O ministro Flávio Dino cobrou “seriedade” no debate político e criticou a tentativa de vincular a declaração do presidente Lula com a atuação dos criminosos.

— Não se pode pegar isoladamente uma declaração de ontem, literalmente, e vincular a uma investigação que tem meses e em que nosso governo e a PF atuando de modo técnico e independente cumpriu a lei e obteve êxito extraordinário, mostrando que não temos nenhum aparelhamento político do estado nem a favor e nem contra ninguém — disse.

Dino afirmou ainda que não deixará de dar declarações críticas à atuação de Moro, mas que isso não o impede de cumprir a lei. Segundo Dino, quem faz politizações indevidas está ajudando a quadrilha que planejava os atentados.

— Estamos vendo em redes sociais uma narrativa escandalosamente falsa de que haveria uma relação entre entrevistas e declarações do presidente da república com esses planejamentos. Isso é um disparate, uma violência e nós não aceitamos isso — afirmou. — Dei, darei e reitero todas as declarações críticas em relação à atuação do então juiz Sergio Moro, ocorre que essas declarações críticas não me impedem e não impediram a PF de proteger cumprindo a lei, uma pessoa que é crítica ao nosso governo.

Ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta também se pronunciou sobre o assunto. Na mesma linha, afirmou que não há qualquer vinculação entre a fala de Lula e a operação realizada pela PF. Segundo ele, a corporação “não é mais aparelhada por nenhum partido político”.

Ao defender seu ponto de vista, lembrou que a investigação vem sendo feita desde janeiro. Já o recrutamento de agentes para desencadear a ação ocorreu no dia 16. Só na terça-feira Lula falou sobre o desejo de vigança contra Moro quando ainda estava preso.

— Querer fazer esse vínculo é uma estratégia perversa — disse o ministro.

Paula Ferreira e Bruno Góes — Brasília

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