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sexta-feira, julho 3, 2026

A lição da professora Simone

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24/05/2009 – 11:05

Foto: Anita Tetslaff

 

Simone Tebet se inteirando da política douradense com o jornalista Ricardo Ojeda, o vereador Gino Ferreira e o blogueiro.

Bonita, nova, bem articulada e falando uma barbaridade, para deixar claro que não é apenas a filhinha de papai Ramez, mas que tem, sim, pedigree até para ser candidata a presidente da República, como quer o senador Mão Santa, a professora e prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet foi chegando e já pedindo licença para “invadir” a área, consciente do sentimento bairrista dos douradenses que sonham em emplacar um representante numa das cadeiras por ela pleiteada, no Senado Federal. A recepção do Clube de Imprensa de Dourados foi num restaurante no parque de exposições, ontem à noite. Embora produtora rural na região, com interesses no que rolava no tatersal ao lado ou no que existe de melhor da pecuária, ali em exposição, ela queria mesmo era falar de política.

A visita de Simone Tebet serviu para acalmar um pouco os ânimos exaltados da companheirada peemedebista descontente com os rompantes do governador André Puccinelli, tanto que ela saiu com a missão de conversar com seu chefe político para que seja desatado logo o nó da indicação do deputado Waldir Neves para o Tribunal de Contas, o que abriria a vaga ao suplente douradense Marçal Filho.

Além de Marçal, que como presidente do PMDB local foi o anfitrião da noite, participaram do convescote os deputados Geraldo Resende (PMDB) e Vander Loubet (PT), o prefeito Ari Valdecir (PDT), o ex-chefe da Casa Civil de Zeca do PT, Raufi Marques, os vereadores Gino Ferreira (DEM)  Dirceu Longhi (PT) e os dois Marcelos, o Barros (DEM) e o Hal (PR), além de vários secretários e ex-secretários municipais.

Simone disse que o “lançamento” de sua candidatura à presidência da República foi um gesto de cavalheirismo de Mão Santa, pela afinidade dele com seu pai, senador Ramez Tebet, mas não se fazendo de rogada e dizendo-se impressionada com a repercussão. Seus olhos brilham mais intensamente, no entanto, quando perguntada sobre a possibilidade de vir a ocupar a cadeira que um dia foi de seu pai no Senado. Desconversa sobre a decisão “já sacramentada” de André Puccinelli concorrer com chapa pura, tendo-a como vice, mas deixa nas entrelinhas que seu sonho dourado é um dia ocupar a cadeira que hoje é do próprio Puccinelli.

Foi uma moagem política como há muito não se via em Dourados, pela desenvoltura e pelo brilho da estrela da ilustre convidada. E que os políticos douradenses aprendam a lição da professora Simone, não esperando as coisas acontecerem, mas fazendo acontecer.

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