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domingo, maio 10, 2026

Além de atriz pornô, Trump é acusado de pagar propina para coelhinha da Playboy e porteiro

Ex-presidente é alvo de 34 denúncias de falsificação de documentos; somadas, as penas podem chegar a 136 anos de prisão

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O ex-presidente americano Donald Trump apresentou-se à Justiça de Nova York nesta terça-feira para responder sobre o suposto suborno da atriz pornô Stormy Daniels para abafar, durante as eleições de 2016, um caso extraconjugal que teriam mantido dez anos antes. Contudo, segundo a tese da Promotoria, outras pessoas também tiveram o silêncio comprado pelo republicano. Além de Daniels, o magnata teria pago US$ 30 mil para um porteiro da Trump Tower que dizia ter informações sobre um suposto filho ilegítimo, e US$ 150 mil para esconder a relação com a coelhinha da Playboy Karen McDougal.

Direito ao ponto: quais são as acusações contra Trump?

  • Pelo que Trump está sendo denunciado? O ex-presidente é alvo de 34 acusações de falsificação de documentos — uma para cada registro contábil supostamente fraudulento para encobrir pagamentos ao seu ex-advogados, Michael Cohen, entre entradas financeiras falsas na Organização Trump e cheques assinados pelo próprio Trump. Segundo a Promotoria, os registros são evidências de um amplo esquema para encobrir possíveis escândalos que prejudicassem a sua imagem nas eleições de 2016;
  • Quem foram as pessoas subornadas? Além da atriz pornô Stormy Daniels, que Trump teria tido um caso extraconjugal em 2006 e pago US$ 130 mil para abafar a história, a Promotoria também contextualiza sua tese apontando o pagamento de US$ 30 mil a um porteiro da Trump Tower, que teria conhecimento sobre um filho do magnata fora do casamento, e o suborno da coelhinha da Playboy e ex-amante, Karen McDougal, que teria pedido US$ 150 mil para manter a relação que mantiveram no passado longe dos holofotes;
  • Como foram feitos os pagamentos das propinas? Os valores pagos a Stormy Daniels teria sido pagos a Cohen e reembolsados posteriormente pelo magnata por meio de cheques e até da sua conta bancária pessoal;
  • Ao que se referem as 34 acusações? Dos crimes imputados ao ex-presidente, 11 estão relacionados ao pagamento de falsos honorários advocatícios a Cohen, 11 envolvem cheques assinados por Trump ou utilizando seus fundos para pagar o ex-advogado e 12 sobre movimentações fraudulentas nos registros contábeis da Organização Trump.

No documento de acusação divulgado nesta terça-feira, procuradores denunciam um suposto esquema para identificar, comprar e abafar informações negativas sobre o ex-presidente que poderiam afetar sua imagem pública. Para isso, registros fraudulentos teriam sido feitos nas contas da Organização Trump, com dezenas de entradas falsas para esconder atividades criminosas, “incluindo tentativas de violar as leis eleitorais estaduais e federais”.

Trump é alvo de 34 acusações de falsificação de documentos, uma parada cada registro contábil supostamente fraudulento usado para encobrir os pagamentos de falsos honorários ao seu ex-advogado, Michael Cohen. Somadas, as penas para os crimes podem chegar a 136 anos de prisão, segundo levantamento da agência Reuters.

Além do registros de entradas falsas nas finanças da Organização Trump, procuradores afirmam que parte dos pagamentos ilegais — feitos por intermédio do seu ex-advogado e testemunha-chave do caso, Michael Cohen — teria saído diretamente da conta bancária do magnata. Cheques com a assinatura do próprio ex-presidente também integram as evidências do suposto esquema, segundo o detalhamento da acusação.

“Em certa ocasião, a American Media Inc. (AM) pagou US$ 30 mil para um então porteiro da Trump Tower que afirmou ter uma história sobre uma criança que o Trump teria tido fora do matrimônio”, afirmou o procurador Alvin Bragg em nota nesta terça-feira.

O Globo/Agências Internacionais

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