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Londres ironiza interesse de André pelo PR

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05/06/2009 – 08:06

Foto: Giuliano Lopes/AL-MS

Considerado a maior raposa política do Mato Grosso do Sul, o deputado Londres Machado (foto) admitiu ontem que a entrada do secretário estadual de obras, Edson Giroto, no PR, só aconteceu por intervenção da cúpula nacional do partido, numa estratégia atribuída nos bastidores a André Puccinelli, para enfraquecê-lo. “Qual o partido não gostaria de ter o Giroto?” disse Londres, ao informar que esta foi a resposta ao presidente nacional do PR, Sérgio Tamer, quando consultado sobre o ingresso do lugar-tenente do governador no partido por ele presidido no Estado.

Depois de duas horas trocando impressões com o rival histórico na política paroquial de Fátima do Sul, enquanto ouvia discursos e mais discursos durante a cerimônia de filiações, nesta quinta-feira, no plenário da Assembléia Legislativa, Londres, em seu discurso, não deixou de alfinetar o governador, dizendo estranhar o interesse dele pelo fortalecimento do Partido da República em Mato Grosso do Sul, mas prometendo, sem muita convicção, “reconhecer este gesto de grandeza” em 2010. Além de Giroto o governador colocou no PR o reitor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Manoel Peró.

Ao agradecer a presença do grande número de “republicanos” que saíram de várias regiões do Estado, enfrentando a geada, para prestigiar o ato político definido pelo governador como “portentoso”, Londres, num claro recado a André, deu a fórmula para tanto prestígio: “No PR nós não convidamos, nós convocamos e os companheiros atendem ao nosso chamado”.

André Puccinelli, por sua vez, não estava num dia dos mais inspirados, talvez pela presença na mesa de autoridades do diretor-geral do DNIT, o engenheiro Luiz Antonio Pagot, que, como braço-direito do governador Blairo Maggi, deve ter sido um dos responsáveis pela escolha de Cuiabá e não de Campo Grande como uma das subsedes da Copa do Mundo em 2014.

O governador “lamentou” a ida de Giroto para o PR, dizendo-se enciumado, “como um pai que criou um filho e depois o vê se mudando para a casa própria”. E fez uma saudação especial a Vitoriano Carbonera Cales, levado por Londres Machado para o PR, lembrando “do tempo do nosso pasquinzinho lá em Fátima do Sul”, uma referência ao jornal “O Zangão”, que serviu de laboratório para o surgimento do Diário-MS.

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