10/06/2009 – 16:06
Foto: Valmir Leite
Esta seria a trigésima terceira edição da Festa Junina de Dourados.
O negócio é pior do que se imagina. O cancelamento da mais tradicional Festa Junina do Mato Grosso do Sul não tem nada a ver com a religiosidade do prefeito Ari Valdecir, muito menos com sua obsessão em acabar com as marcas deixadas pelos seus antecessores. A questão envolveria corrupção, e das grossas. Acontece que a Funced, a Fundação que promove o evento, pra fazer o negócio no capricho, pra resgatar os valores culturais da região, com contratação de artistas, decoração de barracas e tudo mais, calculou gastar cerca de R$ 100 mil. Até aí tudo bem, o Valdecir estava concordando. Só que quando o orçamento foi fechado, a conta subiu para cerca de R$ 250 mil. Meio desconfiado, e no melhor estilo Sherlock Holmes, o prefeito começou a fazer sua própria cotação. E como é amigo do pai de um dos integrantes de uma dupla sertaneja que seria contratada, foi checar os valores. E levou um susto. O negócio estava mais que superfaturado. O homem subiu nas tamancas. E deu no que deu.
Resta saber agora se o prefeito vai fazer valer sua autoridade, depois de descobrir a maracutaia, ou se simplesmente colocará panos quentes, com medo de pôr o dedo na ferida. Há quem ache que o responsável pelo superfaturamente vai conseguir convencer o Valdecir de que tudo o que aconteceu foi por causa do alto preço do pau-de-sebo.
