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sexta-feira, julho 3, 2026

Esqueçam o que escrevi

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19/06/2009 – 11:06

Foto: Anita Tetslaff

No salutar debate que aqui se estabeleceu sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo fui criticado pela arrogância e considerado, entre outras coisas, “um velho curioso que apenas tem o gosto pelas letras, rejeitado pelas redações” e meu trabalho, embora de vanguarda, como blogueiro, tido como “obsoleto”. Este último conceito, certamente, de algum desses fedelhos do jornalismo acadêmico. Muito bem. Já que é assim, esqueçam o que escrevi. Mas, “perae”, só desconsiderem o que escrevi no dia 23 de março último, em relação aos prováveis futuros candidatos a prefeito a saírem da atual fornada de vereadores. Afinal, se até o badalado sociólogo e conceituado político brasileiro, um tal de FHC, mandou que assim fizéssemos em relação a alguns de seus conceitos, por que um carcomido escrevinhador aqui da beira do Laranja Doce não pode também se equivocar?

Tão pouco tempo se passou e já dá pra constatar que tudo não passou de ledo engano. Com as coisas se acomodando em plenário, quase tudo passando por unanimidade, e os vereadores frequentando mais a antessala de Darci Caldo, lá no CAM, do que os próprios gabinetes a que têm direito, no Palácio Jaguaribe,  parece que o único que reunirá condições de pleitear a cadeira do Valdecir é o jovem democrata Marcelo Barros (foto). E não apenas porque tem pedigree, como neto do velho “Marcha Lenta” (lugar-tenente de Totó Câmara), ou por ser filho de ex-deputados (Roberto Djalma com Bela Barros). Simplesmente porque é a única voz a se levantar contra os desmandos do próprio Valdecir. Quem viver verá. E que eu não tenha que repetir o mesmo pedido aos internautas, lá na frente.

Na Câmara passada, é bom lembrar, a única voz dissonante era a do peemedebista Eduardo Marcondes, que por isso mesmo começava a ser referência como oposição na política douradense, mas claudicando a partir da metade da segunda administração petista de Laerte Tetila. Deu no que deu. Que Marcelo Barros aprenda a lição e não se deixe levar pelo canto da sereia do Canaã.

PS. À Ellen e demais “coleguinhas” diplomados: Não sei se a professora Maria Alice ensinou pra voces, mas textos de abertura como o que fiz acima, de propósito, nós, os “dinos”, chamamos de nariz-de-cera. E não são recomendados. Como também não é bom misturar alhos com bugalhos, como acabo de fazer.

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