29/06/2009 – 00:06
Absorta em seus pensamentos enquanto pesquisava o barroco brasileiro, numa máquina aqui, de ladinho comigo, na noite deste domingo, eis que de repente a Anita deixa escapar um lamento pela morte de Michael Jackson. Intrigado, quis saber por que, já que o astro da música pop americana partiu desta para uma melhor (será que foi para o céu?). Mas o lamento dela não era pela morte em si do cantor, mas pelas atrocidades praticadas contra ele pelo próprio pai quando criança e na adolescência, o que talvez justificasse tanta extravagância. Sinceramente, com toda ignorância de quem sempre viveu às margens do Laranja Doce, apreciando o canto da saracura, se ouvir pelo rádio uma música do dito cujo sem que o locutor o tenha anunciado antecipadamente, vai passar batido. Para mim a imagem que fica é a da excentricidade, do jogo de pernas e de outros contorcionismos dele na TV, principalmente quando de sua passagem pela Bahia.
Por coincidência, no dia da morte de Michael Jackson a secretária aqui da batcaverna, Ana Líria, disse-me que tinha um pedido especial a fazer: queria emprestado meu kit-brega, onde carrego alguns dos melhores CDs de Roberto Carlos, este, sim, o meu rei. Pelo menos nisso, concordamos em gênero, número e grau.
