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Contagem regressiva para 2010

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30/06/2009 – 01:06

foto: Anita Tetslaff 

Daqui a exatamente 365 dias os partidos políticos que pretendem entrar na disputa eleitoral de 2010 precisam estar com suas listas de candidatos fechadas para registro junto à Justiça Eleitoral. Com certeza, nunca um ano terá passado tão rápido. Coincidindo com o final da Copa do Mundo da África do Sul, de onde se espera que os amarelinhos de Dunga estejam retornando com o caneco debaixo do braço, se também por aqui ninguém amarelar estará formado o grid de largada para aquela que promete ser uma das mais emocionantes corridas eleitorais de todos os tempos, em Mato Grosso do Sul.

Além da partida principal, aguardada com tanta ansiedade, entre o polenteiro André Puccinelli e o pantaneiro Zeca do PT, particularmente, para Dourados, aguarda-se uma disputa muito especial, já que pela primeira vez a cidade deverá competir com um candidato em condições de chegar ao Senado da República. Sendo ou não este candidato Murilo Zauith, uma vez que se ele não montar logo nesse cavalo que vem sendo cuidadosamente encilhado por lideranças políticas e forças do empresariado, outros nomes surgirão. Laerte Tetila e Geraldo Resende, por exemplo. E se não aparecer quem tope, não duvidem, o Valdecir, doido por factóide, não hesitaria em jogar a batata quente da prefeitura no colo de Carlinhos Cantor, antecipando seus planos de passar uns tempos no salão azul do Congresso, mirando na rampa do Planalto.

Na disputa proporcional o eleitor douradense certamente repensará o jeito de jogar, mandando mais gente para fazer companhia a Zé Teixeira no Palácio Guaicurus. O ex-prefeito Laerte Tetila é um dos mais animados, querendo recomeçar em 2010 o mandato que deixou pela metade quando veio ser prefeito. Isso, caso não tenha que cumprir outra missão partidária, sendo cogitado também como candidato a governador, no caso de titio Zeca refugar. O presidente da Câmara, Sidlei Alves (foto) é outro bem cotado para ajudar a recompor a bancada de estaduais douradenses, com a missão também de devolver à zona rural a representatividade perdida desde que Valdenir Machado deixou de falar em nome da “República do Panambi”. Tanto que outros colegas de Palácio Jaguaribe tentam pegar carona no prestígio eleitoral do pupilo de Murilo Zauith. Até veteranos, como Zé Elias Moreira e George Takimoto, depois do advento Valdecir, pensam em dividir poltronas com Londres Machado e Ary Rigo.

Geraldo Resende, que andou reclamando outro dia do fardo pesado que é representar a cidade sozinho em Brasília, terá que acelerar seu tratorzinho, pois a partir de agora ouvirá “alô você” também pelos corredores e na Tribuna da Câmara Federal. E Marçal Filho garante ter se cansado dessa vida de suplente e promete fazer de tudo para que Dourados não pague mais esses micos, o mesmo pensamento tendo João Grandão, que perdeu o “pin” de identificação parlamentar na lapela, mas não o gosto pela coisa, continuando seu trabalho como se jamais tivesse ouvido a sirene das ambulâncias das sanguessugas. Mas que não se iluda, o chapeludo Gino Ferreira, incomodado com os Quilombolas e outros sem-terra protegidos de Grandão, quer fazer o contraponto, e se deu um boi para ser vereador, diz que dá quantas boiadas forem necessárias para falar grosso pela classe produtora no Congresso Nacional.

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