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sexta-feira, julho 3, 2026

No contra-ataque, Artuzi debocha da população

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30/07/2009 – 10:07

Na véspera da conclusão do inquérito da operação Owari, pelo delegado Bráulio Galloni, que deverá indiciar vários de seus ex-assessores, o prefeito Ari Artuzi parte para o ataque, na tentativa de sensibilizar a opinião pública, posando de imaculado. Só que exagera na dose. Vejam, por exemplo, a mídia caríssima de página inteira executada pela agência de publicidade da prefeitura (a mesma que cuidava da imagem de Tetila) e publicada hoje nos jornais impressos, o que deve se repetir também na Televisão, onde, há dias, milhões de reais estão sendo torrados para tentar limpar a barra do prefeito e sua turma.

As “cabeças pensantes” que assessoram o prefeito só podem estar brincando. E o prefeito, debochando da opinião pública. Atentem para o detalhe da chamada da propaganda: “Veja Dourados do jeito que você sempre sonhou”, acrescida da frase que traz o slogam da administração, “movida pela força do trabalho”, sugestivamente escrita em amarelo, do sinal de alerta que está quase se apagando, antes do vermelho, lá pelos lados do CAM – o Centro Administrativo Municipal.

Será que a Dourados do jeito que a população sempre sonhou é esta que aí está mergulhada no maior escândalo de corrupção de todos os tempos? Será que se muda uma história assim de forma tão pueril, apenas colocando alfinetinhos sobre o mapa da cidade, como se a atual administração, que nem bem começou, tivesse feito uma revolução?

De tudo o que está estampado na propaganda não há nada, absolutamente nada que não seja o trivial, a mais elementar das tarefas de qualquer administrador minimamente responsável. Leiam e analisem comigo. E deixem seus comentários, mas, por favor, vamos elevar o nível da discussão. E não adianta anônimos do tipo Pedro Albertini insistirem, pois não vou mais entrar nesse jogo e publicar essas baixarias.


Ps. O inquérito da PF, presidido pelo delegado Bráulio Galoni, já foi concluído e encaminhado nesta quinta-feira ao Tribunal de Justiça, de lá seguindo para o Ministério Público Estadual, ao qual cabe oferecer  ou não as denúncias. São 73 indiciados – 60 na operação Owari e 13 na operação Brother.

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